Afilhada de Gianecchini, Gambiarra faz 4 anos

Miro Rizzo (abaixo, à dir.) comanda o som brasileiro da Gambiarra - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Esta sexta-feira (9) é de comemoração para a turma que frequenta a Gambiarra.

A festa mais comentada do mundo artístico de São Paulo completa quatro anos colocando muita gente para dançar ao som de música brasileira.

O festejo está marcado para as 23h, na boate The Week (r. Guaicurus, 324, Lapa, São Paulo, R$ 20 a R$ 50, tel. 0/xx/11 3258-0106), uma das atuais casa da festa.

Lançada originalmente no Hotel Cambridge, no Anhangabaú, logo conquistou a turma do teatro e, sobretudo, as celebridades da TV. Reynaldo Gianecchini se tornou assíduo frequentador e, por isso, foi nomeado o padrinho oficial da Gambiarra, como conta ao Atores & Bastidores o DJ residente, Miro Rizzo. Leia a bate-papo:

Atores & Bastidores – Como surgiu a Gambiarra?
Miro Rizzo – Surgiu com a vontade de fazer uma festa para a galera de teatro no domingão. Porque estávamos sem uma balada que tivesse a nossa cara no dia que é a nossa happy hour.

Atores & Bastidores – De onde veio a ideia de tocar MPB?
Miro Rizzo – Achamos que esse tipo de música seria a cara desse público. São Paulo estava muito contaminada por música eletrônica. O público queria dançar ao som de música nacional, com uma voz brasileira cantando em português. Por isso deu certo.

Atores & Bastidores – A saída do Hotel Cambridge prejudicou a festa?
Miro Rizzo – A gente só ficou triste no dia em que a coisa aconteceu. Mas foi bom, porque abriu novos horizontes. A festa não cabia mais no hotel. Havia filas gigantes. Quando saímos, já tínhamos feito duas edições na The Week. Então, a saída de lá nos abriu a oportunidade de fazer a festa independentemente do local. Foi aí que surgiu a Gambiarra do Rio, por exemplo.

Atores & Bastidores – A Gambiarra logo ficou conhecida como a festa das celebridades. Elas ajudaram a popularizar a festa?
Miro Rizzo – Claro que sim. Mas eles só frequentavam porque eram nossos amigos. O Reynaldo Gianecchini é meu amigo desde a infância, meu colega de escola, sou de Birigui também, a terra natal dele. Outra coisa: as celebridades se sentem à vontade na Gambiarra, porque a gente nunca permitiu a entrada de fotógrafo.

Atores & Bastidores – A festa não se esgota?
Miro Rizzo – Claro que muita gente que frequentava no começou se cansou e parou de ir. Mas, em contrapartida, tem uma “pivetada” de 20 anos que está descobrindo a Gambiarra agora. Eles vêm me falar que eu os ensinei a gostar de música brasileira.

Atores & Bastidores – E vocês ajudaram a bombar muitos nomes novos, tocando na festa, que também é frequentada pela imprensa. Não é?
Miro Rizzo –
Sim, os coleguinhas da imprensa, apesar de não poderem fotografar, adoram ir à Gambiarra. O Jau, cantor de Salvador, a gente foi o primeiro a tocar em São Paulo. A Gaby Amarantos também. Há dois anos, já tocávamos o Michel Teló, antes dele estourar internacionalmente [risos]. A gente tem o santo forte.

Atores & Bastidores – Qual a razão do sucesso da Gambiarra?
Miro Rizzo – Ela tem um charme todo particular. É uma festa em que todo mundo vai para pular e se jogar. Ninguém fica fazendo carão na Gambiarra. A festa sempre se renova. Ainda temos fôlego para muitos anos mais.

Atores & Bastidores – Quem você gostaria de levar para a Gambiarra?
Miro Rizzo – Meu sonho é trazer o Monobloco para tocar ao vivo na festa. Eles são a cara da Gambiarra.

Atores & Bastidores – Quantas pessoas trabalham na Gambiarra?
Miro Rizzo – Diretamente, cerca de 40 pessoas. Damos emprego para muita gente.

Atores & Bastidores – E deu para ficar rico?
Miro Rizzo – Olha, deu para organizar as contas. E não precisar ficar mais fazendo casting pra fazer ponta em comercial para descolar um dinheirinho [risos].

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