Festival de Curitiba vira grife e 2 peças chegam a SP

A paulista Licht + Licht (à esq.) e a baiana Namíbia, Não! (à dir.) são as peças do Festival de Curitiba no Auditório Ibirapuera, em São Paulo - Foto: Rubens Namitz Jr./Clix

As 21 edições realizadas, a última delas encerrada no último domingo (8), fazem do Festival de Curitiba um dos mais longevos e bem sucedidos eventos culturais do Brasil. Tal êxito fez o festival virar grife.

Duas peças que foram apresentadas na capital paranaense chegam a São Paulo a preço popular na mostra do Festival de Curitiba no Auditório Ibirapuera, a partir desta quarta (11), em promoção do Itaú Cultural em parceria com a direção do evento paranaense.

É a oportunidade de o público paulista que gosta de teatro ficar por dentro de pelo menos um pouco do que foi notícia no maior festival teatral brasileiro. Afinal, foram cerca de 400 peças em 13 dias de evento, num total de 180 mil espectadores.

Foram escolhidas duas da 29 obras da Mostra Oficial de 2012: a peça paulista Licht + Licht, dirigida por Caetano Vilela, e a produção baiana Namíbia, Não!, dirigida por Lázaro Ramos.

Leandro Knopfholz, diretor do Festival de Curitiba, conta ao blog que a iniciativa de trazer peças que passaram pelo evento a São Paulo partiu do Itaú Cultural. O banco Itaú é o principal patrocinador do Festival de Curitiba.

– Eles entenderam que o Festival de Curitiba levava uma certa grife a essas apresentações em São Paulo. É um reconhecimento importante para nós.

O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, também fala ao Atores & Bastidores sobre a iniciativa.

– Temos uma relação estreita com este festival, mas é a primeira vez que formamos uma parceria desse porte. Estamos falando de um evento de grande prestígio e consideramos importante aproximá-lo ainda mais do público paulista.

Sonia Sobral, gerente de Cênicas do Itaú Cultural, lembra que três peças do Fringe também foram exibidas em São Paulo, na sede da avenida Paulista, no último feriado de Páscoa. E conta por que escolheu as duas obras da Mostra Oficial para se apresentar na capital paulista.

– O trabalho do Caetano Vilela, em Licht + Licht, me instigou ao propor uma ópera não clássica. Uma proposta de pesquisa de linguagem e de investigação cênica. Já trazer o Namíbia, Não! foi uma forma de mostrar ao grande público que o Lázaro Ramos, apesar de ter ficado conhecido na TV, é alguém que teve uma carreira bem  construída no teatro. Creio que o público quer ver ele no papel de diretor e criador.

Leia a cobertura do R7 no Festival de Curitiba

Festival de Curitiba no Auditório Ibirapuera
Quando:
Quarta e quinta-feira (11 e 12 de abril), às 21h, será apresentado Licht + Licht, da Cia. de Ópera Seca. A montagem tem direção, dramaturgia e iluminação de Caetano Vilela; Sábado (14 de abril), às 21h, e Domingo (15 de abril) às 19h, é a vez de Namíbia Não!, escrita por Aldri Anunciação e dirigida por Lázaro Ramos.
Onde: Auditório Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 2 do parque Ibirapuera, São Paulo, tel. 0/xx/11 3629-1075)
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação: 14 anos

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2 Resultados

  1. Andrea disse:

    OI Miguel
    Sou de Curitiba e assisti a várias peças do Festival. Dessas duas que vc comentou no texto conferi Namíbia, Nao que inclusive fechou o Festival no domingo. É muito boa!
    Através de um argumento absurdo aborda questões importantes sobre os cidadãos de “melanina acentuada” como diz o texto. Recomendo a todos ai de Sampa.
    Andrea

  1. Abril 15, 2012

    […] produção foi uma das duas selecionadas, ao lado de Licht + Licht, a se apresentar na mostra do Festival de Curitiba no Auditório […]

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