Claudio Gabriel e Vladimir Brichta discutem amizade

Trio vai discutir a amizade masculina no palco do Teatro Leblon - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado e Nina Ramos, do R7

Os textos da parisiense Yasmina Reza, 53, são alguns dos mais disputados por produtores teatrais de todo o mundo. Tal demanda já a tornou autora encenada em mais de 30 países. E o Brasil é um dos principais.

A partir desta quinta (17), em sessão para convidados, e na sexta (18), para o público em geral, aporta por aqui, no Teatro Leblon, no Rio (Sala Marília Pêra), mais um texto da francesa: Arte, escrito em 1994 e já encenado no Brasil três vezes, entre 1998 e 2006.

Desta vez, Vladimir Brichta (que, além de atuar, debuta na função de produtor de teatro), Claudio Gabriel e Marcelo Flores compõem o trio de atores da peça dirigida por Emílio de Mello, que traduziu a obra para o português.

O espetáculo faz uma discussão da amizade, algo tão caro ao mundo masculino. Os três amigos explicitam seus pontos de vista sobre a relação entre eles e com a arte, como revela o diretor.

— O texto apropria-se de situações corriqueiras para nos devolver uma discussão sobre as questões do mundo contemporâneo.

Brichta explica por que quis produzir a obra, que teve preparação de elenco de Valéria Campos.

— Para mim, que venho exercitando a comédia na TV e no cinema com frequência, só justificaria voltar a ela no teatro se o riso fosse o meio e não o fim. E é isso que Yasmina faz com maestria.

Arte ainda tem figurinos de Marcelo Olinto, cenário de Aurora Campos, iluminação de Tomás Ribas e trilha de Lucas Marcier e Fabiano Krieger.

Ao R7, Claudio comemora trabalhar com Emílio de Mello.

Deus da Carnificina também contou com a direção do Emílio. Ele é um diretor maravilhoso que traz a vantagem de ser ator também. Já é a terceira peça que ele vai dirigir da mesma autora, então estamos entregues em ótimas mãos. Ele é um cara que conhece muito bem o universo da Yasmina e está nos guiando muito bem.

Intercalando momentos de comédia com mensagens pesadas, Arte começa com a história de Sérgio, um homem que gasta uma fortuna com uma pintura contemporânea completamente branca.

— Ele traz o amigo dele, o Marcos, para ver aquilo que ele acha maravilhoso. Ele é um cara categórico, conservador, e critica essa compra. O Sérgio fica muito magoado. A partir daí começa uma discussão, porque eles vão abrindo os corações um para o outro. O terceiro elemento é o Ivan, que é atrapalhado, um cara que tem problema com a sogra, com a mãe…

Uma das características da obra de Yasmina, segundo Claudio Gabriel, é trabalhar com conflitos. Por isso que alguns momentos da peça são “duros”, como explicita o ator.

— São conflitos como a gente tem na vida muitas vezes. Em determinadas situações a gente precisa engolir sapos em função da sociedade. Você não pode estourar o tempo todo. Tem hora que a gente não aguenta e desce a ladeira. A gente costuma falar que os personagens da Yasmina têm um verniz que os mantêm dentro de uma sociabilidade, mas em certos momentos esse verniz é rompido.

Arte
Quando:
quinta a sábado, 21h; domingo, às 20h. Até 15/7/2012
Onde: Teatro Leblon – Sala Marília Pêra (r. Conde Bernadotte, 26, Leblon, Rio, tel. 0/xx/21 2529-7700) 
Quanto:
R$ 50 (quinta); R$ 60 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado)
Classificação: 14 anos

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