No rastro da mãe Leilah Assumpção, Camila Appel lança seu segundo texto no Teatro Itália

Camila Appel e o marido, o diretor Hudson Senna, posam com o elenco de Véspera - Foto: Marcos Ribas

Por Miguel Arcanjo Prado

Com mais de 40 anos de carreira, a dramaturga Leilah Assumpção se firmou na cena teatral brasileira como autora de textos nos quais o enfoque é a mulher e os questionamentos do mundo feminino.

Sua filha, Camila Appel, segue o mesmo caminho artístico na obra Véspera, que estreia nesta sexta (18), no Teatro Itália, no centro paulistano. O local é o mesmo onde o texto da mãe Roda Cor de Roda foi encenado em 1975, com Irene Ravache.

Camila volta a esse baú materno, já que, além de buscar o palco onde um texto da mãe fez sucesso, o programa da obra ainda traz apresentação de seu trabalho por Irene Ravache.

A obra aborda a vida de uma mulher que se vê, aos poucos, abandonada por aqueles que a rodeiam. A direção é de Hudson Senna, casado com Camila. No elenco, estão Cris Nicolotti, Tadeu Di Pyetro, Juçara Morais, Silvia Lourenço e Rafael Maia.

Camila falou ao R7 sobre este momento importante de sua carreira. Leia o bate-papo:

Atores & Bastidores – Há uma cobrança maior por ser filha de artista, a Leilah Assunção? Ou também há vantagens, como o apoio de gente importante no teatro, como Ireve Ravache?
Camila Appel – Há as duas coisas. Eu cresci ao redor de atores e atrizes que encenavam as peças da minha mãe. A Irene é uma delas. Teve dois grandes sucessos com a Leilah: Roda Cor de Roda (no teatro Itália também) e Intimidade Indescente. Fiquei emocionada com o texto que a Irene escreveu para o programa de Véspera. Ela foi uma das primeiras pessoas a ler a peça. Passei o texto a ela porque confio muito em sua opinião. Por outro lado, a expectativa é maior e as conquistas podem parecer “não merecedoras”. 

Atores & Bastidores – Como foi a gestão deste texto. Que tipo de inquietação o levou a escrevê-lo?
Camila Appel – O texto nasceu de uma imagem que surgiu na minha cabeça. Vi uma mulher assistindo a demolição da casa onde cresceu; a desconstrução de seu porto seguro. E fui investigando esse contexto. Disso, surgiram outros desdobramentos, como a influência da tecnologia no núcleo familiar.

Atores & Bastidores – Você estudou administração. Nao queria admitir a veia artística?
Camila Appel – Optei por administração porque eu tinha interesses diversos e a escolha profissional me pareceu algo muito difícil de fazer. Aos 17, 18 anos, queria abrir portas e não uma especificação. Administração é uma formação ampla que pode ser aplicada em qualquer área. Durante a faculdade, entrei para o grupo de teatro, Companhia do Kumesso, e para o Centro Acadêmico, onde promovia diversas atividades culturais.

Atores & Bastidores – Você vive do teatro ou ainda é um hobby de prazer?
Camila Appel – Vivo do teatro. Ele é minha profissão e meu hobby ao mesmo tempo. Como escrevo, penso em personagens e histórias o tempo todo. Então, não consigo diferenciar o trabalho do hobby. Sou 100% dedicada a isso.

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