O Retrato do Bob: a doce brutalidade de Otto Jr.

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Quem vê o porte e a barba cerrada do ator Otto Jr. logo pensa que ele é bravo.

Ledo engano. O mineiro de Ubá, criado entre São João Del Rey, Unaí e Belo Horizonte, é um doce de pessoa, como demonstra enquanto posa para Bob Sousa.

O ator conquistou o público paulistano. Estava em A Mecânica das Borboletas, que encerrou temporada em maio no Sesc Consolação, na qual vivia o rude irmão gêmeo de Eriberto Leão. E ainda está em Outros Tempos, no Teatro Augusta, onde é a ponta de um turbulento triângulo amoroso.

Antes de resolver que o palco seria sua vida, tentou de tudo na capital mineira: de administração a educação física. Mas a crise de identidade só foi resolvida quando entrou para um curso de teatro. E resolveu ir rumo ao Rio, aos 25 anos.

Logo, entrou para a CAL (Casa de Artes Laranjeiras), onde aquietou a alma. Taurino, diz ser teimoso, do tipo que não tem medo de enfrentar a vida.

Na Cia. de Teatro Autônomo, aprendeu a fazer pesquisa teatral. Mas a grande virada na carreira foi em 2000, quando atuou em Hamlet, com Diogo Villela. O teatro comercial lhe abriu as portas e ficou mais fácil pagar as contas.

É casado há oito anos e meio com a gestora teatral Daniela Amorim, com quem tem o pequeno Jorge, de seis anos. Moram no Humaitá, na zona sul carioca. Gosta de ouvir Criolo e Michael Jackson.

Se a TV ainda teima em dar destaque ao moço, o cinema, não. Esteve no Festival de Cannes no ano passado, para divulgar o filme O Abismo Prateado, que estreia em julho agora. Faz o marido que abandona Alessandra Negrini. Também atuou em A Novela das Oito, onde fez par com Claudia Ohana.

Seus personagens abusam do perfil fortemente masculino que tem. Mas diz não ser machão. Nem brutamontes.

— Todo mundo que me conhece sabe que eu não tenho nada de bruto. Eu sou bastante cavalheiro.

Quando a figura bruta se encontra com o temperamento doce: Otto Jr. - Foto: Bob Sousa/Divulgação

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