Trintão, Centro Cultural São Paulo é o grande templo da diversidade cultural da metrópole

Trinta anos de muita cultura para quem quiser: Centro Cultural São Paulo - Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Idosos jogando xadrez, adolescentes ensaiando passos de street dance, atores criando personagens para a próxima peça, mulher bonita tomando sol, músicos com o violão debaixo do braço e estudantes que correm apressados para a biblioteca.

O Centro Cultural São Paulo tem tudo isso e mais um pouco.

Localizado ao lado da estação Vergueiro do metrô, ele acaba de completar 30 anos de vida como plataforma de lançamento de arte e conhecimento.

O Atores & Bastidores conversou com o diretor geral do CCSP, Ricardo Resende. Ele falou sobre a missão do lugar, a seleção de espetáculos teatrais e ainda revelou que gente como Lilia Cabral e Alexandre Borges deram os primeiros passos na carreira por lá. Leia o bate-papo:

Atores & Bastidores – O CCSP é responsável pelo lançamento de muitos artistas no cenário. Quem você pode citar?
Ricardo Resende – Não afirmaria que são nomes que começaram aqui no centro, mas nomes que por aqui passaram no começo de suas carreiras e tiveram sua consagração com o público e reconhecimento com a crítica especializada. Vou citar alguns. Mas a lista poderia se tornar enorme. São eles Mário Bortolotto, da Cia. Cemitério de Automóveis, que celebra 30 anos em 2012 – A Cia. começou sua carreira em São Paulo no CCSP, Lilia Cabral, Cláudia Missura, Bárbara Paz, Jairo Matos, Nilton Bicudo, Pedro Paulo Rangel, Alexandre Borges, entre outros.
 Muitos artistas visuais em início de carreira também tiverem notoriedade no nosso Programa de Exposições Anual criado em 1990 e que funciona ininterruptamente desde então. Este programa é a referência mais importante para artistas jovens na cidade de São Paulo.

Atores & Bastidores – A programação teatral do CCSP sempre traz coisas relevantes à cena. Por exemplo, foi aí que estreou Luis Antonio – Gabriela, depois aclamado. Como é feita a seleção dos espetáculos que são apresentados aí?
Ricardo Resende – De forma bastante democrática. Contamos com uma curadoria que funciona como uma banca de projetos. Temos editais em que os artistas individualmente ou em grupo apresentam suas propostas em um processo seletivo feito por uma comissão de profissionais da cultura. Os selecionados recebem uma verba para ajudar na produção do espetáculo. Outra forma é feita por convite direto da curadoria para autores, artistas e grupos relevantes e com destaque na produção contemporânea de arte. Por fim, como um espaço público que somos também se recebe propostas dos próprios artistas que são depois analisadas pela equipe curatorial da instituição. Tem funcionado bem e o CCSP é uma referência para os artistas como um fomentador nas linguagens aqui representadas como a música, o teatro, a literatura e poesia, a dança, as artes visuais e o cinema.

Atores & Bastidores – Qual a principal missão do CCSP?
Ricardo Resende – A missão ou a meta deste centro cultural é abrigar as 800 mil pessoas que frequentam anualmente as nossas atividades e as outras tantas não contabilizadas que apenas vêm para este espaço não fazer “nada”. A nossa missão é continuar a ser este espaço plural, democrático, onde se pode fazer inúmeras atividades ou assistir a programas culturais sem ter que desembolsar nada. A meta é ser este local de encontro onde todas as manifestações culturais urbanas se projetam. Uma construção que funciona no tecido urbano como uma rua e que transforma ao adentrar-se na sua arquitetura em uma praça silenciosa, acolhedora e transparente. Um lugar, como disse o arquiteto Paulo Mendes da Rocha em palestra recente no CCSP, da imprevisibilidade da vida. A missão por fim, seria a ser o “templo” da cultura contemporânea para a cidade de São Paulo.

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