Pedro Paulo Rangel se junta a dois Pedros para destrinchar determinismo humano no palco

Trio PPP: Pedro Osório, Pedro Neschling e Pedro Paulo Rangel - Foto: Marcelo Faustini/Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado

Somos a consequência do meio onde vivemos, ou ainda, dos genes que recebemos.

A ideia central das correntes do determinismo é esmiuçada no espetáculo Um Número, que chega a São Paulo nesta sexta (29), no Sesc Belenzinho.

A peça reúne o encontro de três Pedros.

Dirigida pelo jovem Pedro Neschling, a obra traz um encontro de gerações: o grande Pedro Paulo Rangel, com mais de 40 anos de carreira, atua com Pedro Osório, que tem dez anos de trajetória artística. Os dois fazem pai e filho.

O enredo inventivo da dramaturga britânica Caryl Churchill traz a história de um homem que descobre vários clones seus. E ainda, que ele próprio é um clone do filho original de seu pai.

A tradução foi feita pelo inquieto Neschling em parceria com sua atual namorada, Vitória Frate.

O diretor afirma que a obra dialoga com o mundo moderno, no qual “a Ciência se orgulha de estar cada vez mais evoluída na criação de vida artificial em laboratório”.

E buscou um time de peso para viver tal experiência: Gilberto Gawronski é responsável pelo cenário; Adriana Ortiz faz a luz; já Antônio Medeiro assina os figurinos; e João Paulo Mendonça, a trilha sonora.

Rangel parece satisfeito em retornar aos palcos paulistanos com a obra.

— Assim que li Um Número e me vi envolvido por esse universo torto e por essas personalidades controversas, achei-me em casa. Seria um desperdício não dar ao público a oportunidade de participar dessa experiência.

Um Número
Quando: sexta e sábado, às 21; domingo, às 18h. Até 22/7/2012.
Onde: Sesc Belenzinho (r. Padre Adelino, 1.000, Metrô Belém, São Paulo, tel. 0/xx/11 2076.9700)
Quanto: R$ 24 (inteira); R$ 12 (usuário do Sesc) e R$ 6 (comerciário e dependente)
Classificação: 12 anos

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