Vladimir Brichta estreia Arte ao lado de Claudio Gabriel e Marcelo Flores em São Paulo

Elenco posa no camarim logo após a primeira sessão de Arte no Renaissance - Danilo Carvalho/AgNews

Por Miguel Arcanjo Prado

O sorriso estampado no rosto de Claudio Gabriel, Marcelo Flores e Vladimir Brichta na foto acima demonstra como foi a estreia para convidados do espetáculo Arte no Teatro Renaissance, em São Paulo, neste sábado (18). Neste domingo (19), a peça é aberta ao público.

O espetáculo tem texto da parisiense Yasmina Reza, 53, uma das autoras mais disputadas por produtores teatrais de todo o mundo – já foi encenada em mais de 30 países. 

Escrita em 1994, Arte já foi encenada três vezes no Brasil, entre 1998 e 2006.

Desta vez, Vladimir Brichta (que, além de atuar, debuta na função de produtor de teatro), Claudio Gabriel e Marcelo Flores compõem o trio de atores da peça dirigida por Emílio de Mello, que traduziu a obra para o português.

O espetáculo faz uma discussão da amizade, algo tão caro ao mundo masculino. Os três amigos explicitam seus pontos de vista sobre a relação entre eles e com a arte, como revela o diretor.

— O texto apropria-se de situações corriqueiras para nos devolver uma discussão sobre as questões do mundo contemporâneo.

Brichta explica por que quis produzir a obra, que teve preparação de elenco de Valéria Campos.

— Para mim, que venho exercitando a comédia na TV e no cinema com frequência, só justificaria voltar a ela no teatro se o riso fosse o meio e não o fim. E é isso que Yasmina faz com maestria.

Arte ainda tem figurinos de Marcelo Olinto, cenário de Aurora Campos, iluminação de Tomás Ribas e trilha de Lucas Marcier e Fabiano Krieger.

Claudio comemora trabalhar com Emílio de Mello.

Deus da Carnificina também contou com a direção do Emílio. Ele é um diretor maravilhoso que traz a vantagem de ser ator também. Já é a terceira peça que ele vai dirigir da mesma autora, então estamos entregues em ótimas mãos. Ele é um cara que conhece muito bem o universo da Yasmina e está nos guiando muito bem.

Intercalando momentos de comédia com mensagens pesadas, Arte começa com a história de Sérgio, um homem que gasta uma fortuna com uma pintura contemporânea completamente branca.

— Ele traz o amigo dele, o Marcos, para ver aquilo que ele acha maravilhoso. Ele é um cara categórico, conservador, e critica essa compra. O Sérgio fica muito magoado. A partir daí começa uma discussão, porque eles vão abrindo os corações um para o outro. O terceiro elemento é o Ivan, que é atrapalhado, um cara que tem problema com a sogra, com a mãe…

Uma das características da obra de Yasmina, segundo Claudio Gabriel, é trabalhar com conflitos. Por isso que alguns momentos da peça são “duros”, como explicita o ator.

— São conflitos como a gente tem na vida muitas vezes. Em determinadas situações a gente precisa engolir sapos em função da sociedade. Você não pode estourar o tempo todo. Tem hora que a gente não aguenta e desce a ladeira. A gente costuma falar que os personagens da Yasmina têm um verniz que os mantêm dentro de uma sociabilidade, mas em certos momentos esse verniz é rompido.

Arte
Quando:Sextas às 21h30, Sábados às 21h e Domingo às 18h. Até 7/10/2012
Onde: Teatro Renaissance (al. Santos, 2.233, Cerqueira César, São Paulo, tel. 0/xx/11 3069-2286)
Quanto: R$ 80,00
Classificação: 14 anos

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