Livro desvenda o teatro de Victor Garcia


Por Miguel Arcanjo Prado

Apesar de ter nascido na Argentina, na Província de Tucumán, o diretor teatral Victor Garcia (1934-1982) foi um cidadão do mundo. E, bem antes do Brasil virar o país da moda, foi cidadão brasileiro também.

Grande nome dos palcos na segunda metade do século 20, seu trabalho e sua vida foram objetos de árdua pesquisa de mais de uma década feita pelo jornalista e crítico teatral Jefferson Del Rios, que resultou no livro O Teatro de Victor Garcia – A Vida Sempre em Jogo (Edições Sesc SP, 288 p., R$ 57), lançado neste mês.

O livro se divide em duas partes. A primeira é um relato biográfico do diretor argentino. Na segunda, a imagem dele é construída por meio de preciosos depoimentos.

Como não parava quieto, Victor Garcia atuou em Buenos Aires, São Paulo, Paris e até no Oriente Médio. No Brasil, realizou trabalhos importantes como Cemitério de Automóveis, no fatídico ano de 1968, e O Balcão de Jean Genet, no ano seguinte.

Ele ainda trabalhou aqui em Autos Sacramentais de Calderón de La Barca, de 1974. Dirigiu nomes que dispensam apresentações, como Ruth Escobar, Raul Cortez, Célia Helena, Sérgio Mamberti, Ney Latorraca e Stênio Garcia.

Lá fora, também trabalhou com nomes de peso como Peter Brook e Anthony Hopkins.

O livro conta curiosidades sobre a vida de Garcia, como, por exemplo, que ele largou o curso de medicina da Universidade de Buenos Aires para fazer teatro e que em seu enterro compareceram Antunes Filho e o elenco do espetáculo Macunaíma, então em excursão pela Europa.

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