Sete histórias teatrais se cruzam na nova Roosevelt

Lugar de encontro de gente bonita e inteligente (a partir da esq.): os atores Stella Menz, José Sampaio, Marba Goicochea, Marcio Tito Pellegrini, Phedra D. Córdoba, Barbara Mello e Óscar Silva mostram ao R7 a pluralidade artística teatral na nova praça Roosevelt, no centro da cidade de São Paulo - Foto: Eduardo Enomoto/R7

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Eduardo Enomoto

A praça Franklin Roosevelt se tornou a cara do teatro paulistano por excelência. O cartão-postal artístico quarentão ganhou jovialidade com a inauguração da reforma do local há duas semanas. Para celebrar o feito, o Atores & Bastidores do R7 resolveu convidar um time eclético de sete artistas cujas trajetórias têm na Roosevelt seu epicentro. Viva a praça!

A atriz cubana Phedra D. Córdoba é o verdadeiro símbolo da Roosevelt. Diva primeira do teatro alternativo paulistano, é um dos principais rostos do grupo que liderou a revitalização da praça, Os Satyros. Moradora dos arredores, considera o lugar um misto de recordações: “A praça Roosevelt para mim é uma lembrança de quando vim para o Brasil, há mais de 50 anos. E é também o meu presente, onde me realizo artisticamente com Os Satyros, desde que Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez me convidaram para integrar a companhia. É o lugar onde encontro todos os meus amigos”. E onde a gente encontra Phedra.

Uma das musas da Roosevelt, a atriz peruana Marba Goicochea veio ao Brasil passar férias há dez anos. E não quis mais voltar para Lima. Integrante da Cia. Bruta de Arte, que está em cartaz com o espetáculo Máquina de Dar Certo no Tusp, nos arredores da praça, ela diz que se sente em casa no local. “Sou parte daqui. Conheço todo mundo e moro no prédio do Parlapatões. É só sair de casa que sempre encontro amigos. Vivi o renascimento da Roosevelt. No começo, era perigoso. Hoje, é esse lugar cheio de vida”. Viva.

A atriz paulistana Stella Menz mistura estudo e encontro na praça Roosevelt. A beleza logo transformou a aprendiz de atuação da SP Escola de Teatro em mais uma musa do local. Mas ela não leva tal título a sério. Mostra que tem conteúdo: “A praça Roosevelt é um espaço que tem de ser ocupado pela arte a cada dia”. Que assim seja.

O ator, dramaturgo e diretor paulistano Marcio Tito Pellegrini chegou à praça para atuar no espetáculo Roberto Zucco, com o grupo Os Satyros. Desde então, sempre dá as caras na efervescência da Roosevelt. “As coisas vão surgindo na praça. O pós-peça nos bares é um lugar onde tudo acontece”. E como.

O ator paulistano José Sampaio está com duas peças em cartaz na praça: Cabaret Stravaganza e Fim de Show. “É o lugar onde comecei e consigo fazer teatro. A reforma trouxe mais pessoas, não só para ver espetáculos, mas também para passear, andar com seu cachorro ou praticar skate. É, com certeza, o grande ponto de encontro do centro”. E de gente fina.

Mineira de Piedade de Ponte Nova, a atriz Barbara Mello mora em São Paulo há cinco anos. Tem tanta afinidade com a Roosevelt, que resolveu comemorar seu mais recente aniversário, em 4 de dezembro do ano passado, no Bar dos Satyros. Explica o porquê: “É o lugar que me fez apaixonar outra vez pelo teatro. Depois de uma fase triste, fiz curso de humor na SP Escola de Teatro e muita coisa mudou. Até um amor eu encontrei”. Sortuda.

Nascido na cidade portuguesa de Pinhal Novo, o ator Óscar Silva fez da praça Roosevelt seu lugar no Brasil há dois anos, quando resolveu se mudar definitivamente para o País. Integrante da Cia. Sr. João e funcionário da SP Escola de Teatro, também tem discurso afinado: “A Roosevelt é uma conquista do cidadão. Nela, o teatro faz a afirmação da cidadania”. Falou tudo.

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