Teatro Lambe-Lambe conquista público do Festival de Curitiba com histórias intimistas e poéticas

A atriz Rebeka Lucio, de Fortaleza (CE), confere o Teatro Lambe-Lambe feito por Laércio Amaral e Jô Fornara com a Cia. Andante, de Itajái (SC), no Festival de Curitiba – Foto: Emi Hoshi/Clix

Por Miguel Arcanjo Prado*
Enviado especial do R7 ao Festival de Curitiba
Fotos de Emi Hoshi/Clix

Uma caixinha escura com um ator de um lado e o único espectador do outro. A sessão exclusiva e cheia de poesia faz parte do Teatro Lambe-lambe, que encanta o público do Festival de Teatro de Curitiba no Memorial da cidade.

Não é para menos, debaixo do pano, o espectador vê o desenrolar de uma história sensível e única, na qual dedos e pequenos objetos sob domínio do ator-manipulador se transormam em histórias, com uma trilha que desenrola no fone de ouvido.

Duas trupes são responsáveis por trazer o estilo delicado de teatro ao festival: a Cia. Andante, de Itajaí (SC) e Cia. Dita Cuja, de Ribeirão Preto (SP). Eles instalaram seus aparatos no Memorial de Curitiba, onde há fila e distribuição de senhas para os interessados em viver a experiência artística.

O Teatro Lambe-Lambe ocupa um espaço cênico mínimo, no qual as mãos dos manipuladores-atores criam vida em um ambiente em miniatura, com espetáculos de curta duração. A linguagem surgiu no Brasil, na década de 1980, a partir da criação das bonequeiras baianas Ismine Lima e Denise dos Santos.

O nome vem dos antigos fotógrafos que ocupavam parques e praças do Brasil antigo. É que o aparato do teatro é semelhante às antigas máquinas fotográficas, com a tradicional cortininha.

Em meio a um cenário onde o teatro pirotécnico ganha força nas superproduções, é louvável ver uma iniciativa artística de tamanha simplicidade e dedicação exclusiva ao único espectador.

Quem ainda nunca viu precisa conhecer o quanto antes. Portanto, se vir uma dessas cabininhas em uma praça perto de você, tome assento, coloque os fones nos ouvidos, coloque a cabeça debaixo da cortininha e vire criança outra vez, mergulhando num mundo pura poesia.

Teatro Lambe-Lambe, com a Cia. Andante e Cia. A Ditacuja
Avaliação: Ótimo

Espectadora assiste a histórias intimistas nas pequenas câmaras do Teatro Lambe-Lambe da Cia. Andante, sucesso de público no Fringe do Festival de Curitiba – Foto: Emi Hoshi/Clix

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite do Festival de Curitiba.

 

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1 Resultado

  1. Felipe disse:

    Iniciativa maravilhosa. O lúdico elevado à arte.

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