Entrevista de Quinta: “Arte traz qualidade à vida”, diz crítico Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha

Aguinaldo Cristofani R. da Cunha: presidente da APCA nos últimos quatro anos – Foto: Bob Sousa

Por Miguel Arcanjo Prado
Fotos de Bob Sousa

O crítico teatral paulistano Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha acaba de deixar o cargo de presidente da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), que ocupou nos últimos dois biênios (2009/2011 e 2011/2013). Ele foi sucedido pelo crítico de artes visuais José Henrique Fabre Rolim.

Em sua gestão, criou novidades e procurou aproximar mais a instituição do público, além de receber nova geração de críticos.

Formado em direito e em história pela USP (Universidade de São Paulo), Aguinaldo escreveu para importantes publicações, como o lendário Última Hora e o Diário de S. Paulo.

Nesta exclusiva Entrevista de Quinta, concedida em seu apartamento, nos arredores da avenida Paulista – onde também posou para o nosso fotógrafo Bob Sousa – ao Atores & Bastidores do R7, mais do que falar sobre a APCA, Aguinaldo Cristofani fez um balanço de seu amor ao teatro e à cultura.

Lembrou-se da primeira peça que viu, de sua amizade com a prima Myriam Muniz, da crítica que mostrou para ninguém menos do que Decio de Almeida Prado (1917-2000). Apenas algumas das muitas histórias que tem para contar.

Leia com toda a calma do mundo:

Miguel Arcanjo Prado – Qual o balanço que você faz de sua gestão como presidente da APCA?
Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha – Desenvolvemos um trabalho muito integrado, participativo e colegiado. Tive ótimos companheiros na diretoria, como Rubens Ewald Filho, Celso Curi, Edianez Parente, José Henrique Fabre Rolim, Inês Correia, Mauro Fernando de Mello e Marco Antonio Ribeiro. Realizamos quatro cerimônias de premiação, com toda a solenidade requerida pela tradição da APCA. Vários críticos novos ingressaram na instituição e vários antigos críticos a ela retornaram. Recuperamos o histórico da entidade, inclusive com homenagem especial a seu fundador, o crítico português João Apolinário. O bom funcionamento da instituição, com respeito a seus Estatutos, foi nosso objetivo principal.

O que vocês criaram?
Criamos o Prêmio Especial da APCA, dado pela diretoria em nome de toda a instituição a alguma personalidade ou entidade com trabalho relevante na cultura e nas artes. Instituímos uma nova categoria na APCA, a de Arquitetura, ao lado das dez já existentes (Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão).  Também firmamos parcerias com o Sesc São Paulo e com a Imprensa Oficial do Estado. Obtivemos patrocínio de empresas importantes como as revistas Bravo e Contigo, Companhia Porto Seguro e Companhia Siderúrgica Nacional, graças ao prestígio da Associação, prestígio que vem de longa data.

“Prêmios não devem ser supervalorizados. Devem ter apenas importância na medida exata”, diz Aguinaldo Cristofani Cunha, que recebeu novos membros na APCA – Foto: Bob Sousa

Qual o peso da APCA para a cultura paulistana e brasileira?
A APCA reúne parte expressiva e atuante do pensamento crítico paulista e brasileiro em 11 artes distintas.  Como entidade de reflexão crítica, de defesa da liberdade de expressão – que está na origem de sua criação – e de incentivo às artes, ela é uma instituição de referência cultural extremamente importante. Respeitada como entidade que reflete as artes e a cultura do ponto de vista da crítica especializada, e que reúne excelente quadro de especialistas.

A que você atribui tamanho peso?
Esse peso vem do reconhecimento de seu papel como instituição de reflexão crítica com longa e séria contribuição cultural. Em 1956, quando os críticos teatrais paulistas desligaram-se da Associação Brasileira de Críticos de Teatro e fundaram a Associação Paulista de Críticos de Teatro, teve início esse processo que culminaria na criação da sigla APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte em 1972, graças à visão e à sensibilidade de João Apolinário. Essa reunião dos críticos teatrais com os das demais artes deu maior visibilidade aos críticos e foi importante na defesa da liberdade de expressão e de manifestação artística durante o regime militar. Uma trajetória que dura desde 1956, portanto, há 57 anos.

A APCA recebeu novos críticos em várias áreas nos últimos anos. Como você vê esta chegada de uma nova geração de críticos em um cenário de crise no jornalismo cultural?
Nestes últimos quatro anos, a APCA recebeu críticos novos em todas categorias. Gente nova que vê a entidade de uma maneira diferente dos que já lá estão e que contribui com muito dinamismo e vigor para a reflexão crítica que se processa anualmente na APCA. Acho fundamental essa interação entre gerações, críticos que atuam desde a década de 1970 com críticos recém-chegados. É uma troca rica de informação e de visão de mundo que se dá entre eles, de forma muito elevada e respeitosa de parte a parte.

Como você avalia esta crise que o jornalismo cultural passa, com cada vez menos espaço?
Essa crise do jornalismo cultural vem de longe. Nos anos 1970 e 1980 já se falava que na década de 1940 o espaço para a crítica era generoso, que Décio de Almeida Prado escrevia longas colunas e que sobre uma mesma peça eram feitos diversos artigos, analisando separadamente o texto, a direção, o cenário, as interpretações etc. O fato é que o mundo mudou, e mudou a imprensa, diminuiu não só o espaço dado à crítica, por exemplo, mas o número de jornais também decresceu, e uma nova mídia, digital, surgiu. É necessário estarmos preparados para a mudança, para o novo.

Como você vê o papel das novas mídias como lugar de exercício da cobertura cultural? Acha que o futuro passa por aí?
Vejo de maneira muito positiva, sou entusiasmado com a internet, suas possibilidades, sua riqueza e agilidade na troca e na disseminação da informação. Quando deixei a crítica em jornal, em fins de 2003, colaborei durante alguns anos na nova mídia, em dois portais, e foi muito gratificante. Espero agora, com o término de meu mandato à frente da APCA, construir meu próprio blog, escrever sobre e acompanhar o teatro brasileiro e assessorar a nova diretoria da APCA na atualização e complementação do fantástico livro “APCA 50 Anos”, editado pela gestão de Leila Reis em 2006, quando as premiações completaram a marca de 50 anos.

Conte-me um momento marcante que você viveu como presidente da APCA.
Foram vários, aprendi muito. Marcou-me muito ver o reconhecimento que existe em relação a ela por parte de gente ilustre. Cito um exemplo apenas: Irene Ravache, ao apresentar a festa de premiação da APCA em 2011, teceu grandes elogios à instituição e disse-me o quanto é importante para os artistas serem premiado pela APCA.  Foram vários os artistas, intelectuais, empresários e gente comum que em conversas comigo foram extremamente generosos com a APCA. Isso me marcou muito.

Você ficou triste com o fim do mandato? Como é deixar o cargo de presidente da APCA para você?
Não fiquei triste, nem poderia, pois tudo tem começo, meio e fim. Nunca desejei ser presidente da APCA, aceitei essa incumbência devido a circunstâncias específicas. São os acasos da vida, nunca desejei nem esperei ser presidente da instituição.  Considero ter cumprido essa missão, com a colaboração de grandes colegas que citei no início dessa entrevista. Deixar o cargo é satisfatório, pois a avaliação que faço do que fizemos – gosto de falar no plural pois nossa gestão foi participativa e colegiada –, é positiva. Desejo ao atual presidente, José Henrique Fabre Rolim, crítico de Artes Visuais desde 1977, e tesoureiro nas diretorias a que presidi, todo sucesso à frente da APCA nos próximos dois anos.

Qual o maior desafio da APCA para o futuro próximo?
São vários: adaptar-se à nova mídia digital de forma mais incisiva, com um site dinâmico e bem completo, altamente informativo sobre a instituição e sua história; acompanhar as artes em seus desdobramentos atuais, modernos – no teatro, por exemplo, prestar maior atenção ao teatro de rua, ao teatro experimental; manter a qualidade de seu excelente quadro de associados, incorporando novos valores e trazendo de volta os que afastaram; obter uma sede própria, uma sala, algo simples, mas onde se possa guardar seus preciosos arquivos; enfim, firmar parcerias de patrocínio mais duráveis, com base em projetos de mais longa duração.

Aguinaldo Cristofani entrou para a APCA em 1986 e foi rapidamente acolhido – Foto: Bob Sousa

Agora, vamos lembrar um pouquinho do passado. Conte-me como você entrou para a APCA?
Entrei em 1986, levado por um amigo, Rui Fontana López, crítico de teatro infantil e de dança do Jornal da Tarde. Eu estava me iniciando na crítica, timidamente escrevia resenhas teatrais para as Revistas Around e A-Z. Senti necessidade de me ligar a um órgão especializado na critica, como forma de me desenvolver, me integrar. Fiquei até 1988, ausentei-me por dois anos, voltei em 1991, ausentei-me de novo e só retornei definitivamente em 1995.

E você logo se enturmou?
Fiquei tão impressionado ao entrar na APCA que no ano seguinte, em 1987, aproximei-me de Mariângela Alves de Lima, a quem já conhecia através de um amigo comum, e a quem muito admirava (e admiro), e a convidei para organizar comigo um seminário sobre crítica teatral.  Ela aceitou, veja só, e juntos convidamos Décio de Almeida Prado e Sábado Magaldi para coordenarem o seminário conosco. Um amigo, o ator Cid Pimentel, sugeriu-me a dinâmica do seminário, a metodologia de trabalho. Foi um sucesso, patrocinado pela Funarte, três dias de reflexões e debates no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Esse I Seminário de Crítica Teatral – cujos manuscritos, editados e revistos há anos por Mariângela, estão comigo à espera de publicação – ganhou até prêmio, entregue ao Prof. Décio e ao Prof. Sábato. Eles abriram e encerraram o seminário, que contou com a participação de críticos (Yan MiIchalski veio especialmente do Rio), de artistas (Tonia Carrero, Eduardo Tolentino de Araújo) e da imprensa. O mote do seminário era: “a crítica na visão de quem faz, a crítica na visão dos criticados e a crítica na mídia”.

Você se lembra qual a primeira peça que você viu?
Minha mãe me levava ao teatro, via peças infantis e, com uns oito anos, vi Nossa Vida com Papai, no antigo TBC, com Fernanda Montenegro,  Pega Fogo, numa remontagem do Teatro Cacilda Becker, com Cacilda e Ziembinski e, no mesmo programa de Pega Fogo, uma peça curta de Machado de Assis, O Protocolo, com Cleyde Yáconis. Pega Fogo, peça que marcou a carreira de Cacilda Becker, e O Protocolo foram montadas no antigo Teatro Leopoldo Fróes, derrubado anos depois, e que funcionava na Praça General Jardim, era um anexo da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. Não me lembro dos enredos dessas peças, era muito criança, mas lembro-me bem das figuras carismáticas das atrizes protagonistas, Cacilda e Cleyde. Ambas ficaram para mim como grandes referências do teatro brasileiro – veja como a experiência foi marcante! Tive a honra, posteriormente, de ser amigo de Cleyde. A ida ao teatro era – e é – um acontecimento na vida de uma criança, e, é claro, fiquei muito impressionado nessas ocasiões.

 

Aguinaldo Cristofani é primo de Myriam Muniz, de quem foi amigo íntimo – Foto: Bob Sousa

De qual personalidade de nosso teatro você tem mais saudades?
Tenho saudades de nossa querida Myriam Muniz, minha prima, minha amiga e grande nome do teatro brasileiro – como atriz, diretora e professora. Myriam tinha uma personalidade invulgar, única. Éramos parentes e muito próximos. Myriam e minha mãe, Guiomar Cristofani,  eram primas,  filhas de duas irmãs. Nosso parentesco é pelo lado italiano de nossas famílias. Tanto ela como eu temos ascendência paterna portuguesa e ascendência materna  italiana.  Nossos antepassados comuns, meus bisavós Gaetano Fierro e Maria Thereza Menchise (avós de Myriam e de minha mãe), eram imigrantes do sul da Itália (de Bari e da Basilicata), que chegaram ao Brasil em abril de 1901.

Que privilégio poder ter convivido com a Myriam Muniz!
Como minha mãe e Myriam eram muito unidas, muito amigas, fiquei próximo dela desde criança. Mais tarde, já adulto, fiquei também amigo dela, para além do parentesco. Myriam me informou, me orientou, foi uma das luzes de minha vida (tenho outras, claro, meus pais, meus avós, alguns mestres, alguns amigos…).Sinto muito falta dela, como pessoa e como personalidade, fascinante, de nosso teatro. Agora, os queridos e talentosíssimos Cássio Scapin e Elias Andreato a trouxeram de volta ao palco, num espetáculo emocionante e instigante: Eu Não Dava Praquilo.  Em boa hora, Myriam Muniz está de volta.

Por que você se tornou crítico teatral?
Acasos da vida, digo novamente. Sou formado em Direito [turma de 1972 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco da USP] e em História [FFLCH-USP, 1975]. Sempre trabalhei na Administração Pública Paulista, com temas ligados ao Direito Administrativo – fui professor dessa matéria durante doze anos. Quando estava na Faculdade de História, em 1974, escrevi e publiquei oito artigos sobre  o Moderno Teatro Brasileiro no jornal  Última Hora. Meus pais gostaram muito, e eu também, pois ligava a História ao Teatro, duas paixões. Um amigo meu, também advogado e com empresa de comunicação cultural, aconselhou-me então a tentar a critica teatral, como trabalho paralelo ao Direito, já que eu gostava muito de escrever e via tudo de teatro, lia, estudava, acompanhava a temporada e os movimentos teatrais.

E aí você mergulhou na crítica?
Desse modo, sempre por indicação de amigos, tive curtas experiências como critico em 1977 (no Semanário Aqui São Paulo) e em 1979 (no Jornal da República). Mas ainda não estava preparado, faltava-me maior maturidade. Entre 1984/87, fiz resenhas para as Revistas Around e A-Z, pequenos textos escritos sobre teatro.  Somente em fevereiro de 1995, por indicação do critico de cinema Miguel Barbieri Júnior, é que tornei-me critico teatral do Diário Popular, mais tarde Diário de S. Paulo, contratado pela jornalista Yara Martinez. Nesse jornal, permaneci como colaborador até novembro de 2003. Aí, houve uma profissionalização como crítico. Foi sempre um trabalho paralelo ao Direito e à Administração Pública, mas ao qual me dediquei com muita seriedade e profissionalismo.

Aguinaldo Cristofani: “O que mais admiro no teatro é seu extraordinário vigor” – Foto: Bob Sousa

Se fosse para você escolher as três melhores peças que você viu na sua vida, quais seriam?
Essa pergunta é muito difícil, Miguel! Assisti tanta coisa boa, que é praticamente impossível escolher apenas três. Prefiro dizer apenas que tenho a maior admiração pelo teatro brasileiro e seus criadores, gente de talento, de garra, de grande criatividade.  Uma vez, ao dar uma palestra na Fundação Athos Bulcão em Brasília, há dez anos, sobre o teatro brasileiro, afirmei que o que mais me admirava em nosso teatro é o seu extraordinário vigor. Penso assim ainda hoje, por isso gosto de exercer a atividade crítica, refletir a respeito.

Você viveu intensamente a história do teatro brasileiro. Pensa em escrever um livro com suas memórias teatrais?
Não vivi tão intensamente assim, não é como me vejo. Desde criança assisto teatro, como disse, por influência e iniciativa familiar e gosto próprio, mas só me envolvi mais diretamente a partir de meu trabalho como crítico de jornal, na década de 1990. Esse envolvimento foi sempre paralelo, nunca dentro do teatro, vendo, lendo e ouvindo histórias, mas raramente participando delas. Não teria bagagem suficiente para escrever memórias teatrais. Sábato Magaldi, o grande crítico e intelectual a quem muito admiro, manteve durante muitos e muitos anos, um diário, escrito cotidianamente, sobre o teatro brasileiro e suas histórias. Isso, sim, são memórias de nossos palcos, mas Sábato disse-me repetidamente que só permitirá que sejam publicado após o desaparecimento de todo os personagens, para não criar situações desagradáveis, o que é perfeitamente compreensível… Pena, não é? Jamais leremos essas preciosidades!

Além da APCA, você também já foi jurado de prêmios como o Shell e o Mambembe. Qual a importância da existência de prêmios como estes para a classe teatral?
Fui jurado do Prêmio Shell por somente dois anos (tive que deixar o júri para ir estudar por algum tempo na Itália, em 1990), do Prêmio Mambembe, infelizmente desaparecido e que deveria retornar no âmbito do Ministério da Cultura, e do Prêmio Governador do Estado, recentemente, quando voltou a ser votado. Os prêmios são importantes para um artista pelo reconhecimento ao talento e à qualidade de seu trabalho – mas não devem ser supervalorizados. Devem ser importantes apenas na medida exata. Fui jurado também de outros prêmios, de incentivo e financiamento do teatro, como o Prêmio Myriam Muniz, o Prêmio Municipal de Fomento ao Teatro, os Prêmios Flávio Rangel e Ademar Guerra.  E o Prêmio PROAC. Todos muito importantes e necessários ao desenvolvimento de nosso teatro.

Qual a dica que você dá a quem deseja escrever críticas ou fazer pesquisa sobre o teatro?
Acho que o estudo é fundamental. Estudar a história do teatro mundial, a história do teatro brasileiro, ler dramaturgia, ler teoria teatral – isso para o crítico obter sólida base cultural, histórica, teórica. Paralelamente, acompanhar o teatro, assistir às temporadas teatrais, acompanhar os movimentos teatrais e estar aberto a todo tipo de teatro, à pesquisa de linguagem, ao teatro experimental, às novas formas com que o teatro se apresenta. Decio de Almeida Prado, a quem mostrei um texto meu, uma critica teatral que tinha escrito (eu era e sou muito amigo da filha dele, Silvia, daí a facilidade de aproximação que pude ter com ele), disse-me, num bilhetinho que me escreveu: a gente aprende a escrever crítica com a prática, tentando, escrevendo. É a pura verdade! Aliás, o aprendizado em relação a tudo se dá assim: na prática, na tentativa de fazer.

Qual a mensagem que você deixa para aqueles que amam o teatro e as artes?
A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito. Seja como artista, como intelectual, como espectador, não importa, esse alimento para o espírito é importantíssimo, traz maior qualidade às nossas vidas. O teatro, assim como a música, a literatura, todas as artes, deve ser participante de alguma forma desta nossa trajetória. Não deixo exatamente mensagem, apenas o reconhecimento de como é importante para o ser humano estar aberto á cultura e à arte. Muito obrigado por esta entrevista, Miguel, você que é o mais recente crítico teatral da nossa APCA.

“A cultura e a arte fazem parte indissociável da vida dos que gostam de alimentar o espírito”, diz o crítico teatral da APCA Aguinaldo Cristofani Ribeiro da Cunha – Foto: Bob Sousa

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2 Resultados

  1. Felipe disse:

    Obrigatória essa entrevista. Uma verdadeira miniaula sobre o Teatro Brasileiro.

  2. Flávio Albino disse:

    Aguinaldo, gostei de lhe conhecer mais um pouco. Pelo que li, seu futuro está garantido … rs … Um forte abraço . Flávio Albino.

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