O Retrato do Bob: Dyl Pires, o ator que não titubeia

Foto de Bob Sousa
Por Miguel Arcanjo Prado


No numeroso elenco do espetáculo Édipo na Praça, da Cia. Os Satyros, as aparições do ator Dyl Pires são marcantes. O filho primogênito de Maria de Lourdes e Eldimir Faustino da Silva, de quem herdou o nome na certidão de nascimento, valoriza cada fala e ação que tem. Chama para si a responsabilidade. Não titubeia. Afinal de contas, raça não falta a este maranhense de São Luís, que fez aniversário neste domingo, 1º de setembro. Estudou artes cênicas na Universidade Federal do Maranhão. Formou-se em 2009. Logo que pegou o diploma, mesmo com mais de dez peças no currículo, não pensou duas vezes: deixou a promissora carreira maranhense, com os grupos Coteatro e Cia. Nós 5 de Teatro, para se aventurar em São Paulo. Sofreu, chorou, não entendeu, quis voltar, ficou. No mesmo 2009, fez um teste para a peça Roberto Zucco e entrou para os Satyros. Fez o papel que era do ator e jornalista Alberto Guzik, com quem mantinha correspondência desde que morava em São Luís e, ironia do destino, virou seu objeto de pesquisa na SP Escola de Teatro após a morte do ícone de nosso teatro. Morador da avenida Paulista, Dyl aprendeu a não deixar a metrópole lhe tirar a doçura. Escreveu o livro de poesia O Perdedor de Tempo. Com 18 anos de carreira, faz sua quarta peça na cidade. Após ouvir a pergunta “por que faz teatro?”, pensa um pouco e resolve plagiar Fernando Pessoa: “Faço teatro para o meu desassossego”, diz. E o faz muito bem. Porque o público não esquece sua presença.

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1 Resultado

  1. setembro 20, 2013

    […] uma carona? Dyl Pires, ator de Édipo na Praça, está revoltadíssimo com os preços das passagens aéreas para São […]

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