Com espetáculo polêmico, Dudude critica os editais e vira destaque da Bienal Sesc de Dança em Santos

Mineira, Dudude coloca a boca no trombone contra os editais no espetáculo A Projetista – Foto: Alexandre Nunis

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

A bailarina, coreógrafa e atriz mineira Dudude é uma mulher de coragem.

Dudude, destaque na Bienal Sesc de Dança, em Santos: sinceridade desmedida – Foto: Alexandre Nunis

Depois de polemizar no último Festival de Curitiba, ao dizer na sala de imprensa que não se “preocupa com o que o público vai achar” de seus trabalhos, em um exemplo de sinceridade desmedida e hoje incomum a artistas, ela também causou frisson entre o público da Bienal Sesc de Dança, que vai até a próxima quinta (12), em Santos (SP).

Dudude se apresentou no evento com seu espetáculo A Projetista. Nele, mistura dança e teatro em uma performance cheia de impacto, na qual disserta sobre o verbo projetar, tão comum aos atores e bailarinos de hoje.

Mineiramente, ela coloca o dedo na ferida na atual forma de se fazer arte, sobretudo teatro e dança, no País: com artistas submetendo-se aos ditames dos odiados editais com seus projetos. Hoje, construir um bom projeto que passe em editais nem sempre caminha junto ao desejo de obter um bom resultado artístico.

Esperta, Dudude chamou a renomada Cristiane Paoli Quito para dirigi-la nesta obra.

Antes Dudude Herrmann, ela agora abriu nome do sobrenome. Resolveu encerrar em 2007 sua Benvinda Cia. de Dança, em Belo Horizonte, após 15 anos de atividades, para mergulhar no voo solo. Sorte a ela.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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2 Resultados

  1. Felipe disse:

    Muito sucesso à Dudude! Acho válida e, pessoalmente, mais interessante essa abordagem incisiva da problemática envolvendo a produção teatral brasileira contemporânea e a correlata tentativa de captação de recursos públicos. Vejo muito destaque na mídia sendo dado para peças que transgridem somente para “causar” (como se diz atualmente), sendo que, na minha opinião, é socialmente mais proveitosa para a produção teatral brasileira uma abordagem incisiva como essa da peça de Dudude. Meus sinceros aplausos para ela e para a peça!

  1. setembro 14, 2013

    […] os mais queridos do público que conversou com a reportagem, estiveram A Projetista, com a mineira Dudude, e os belgas O Que o Corpo Não Lembra, que abriu a Bienal, e Têtes a […]

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