Problema técnico prejudica apresentação de bailarino francês na Bienal Sesc de Dança de Santos

Xavier Le Roy explicou ao público que as caixas de som não emitiam o som que ele havia planejado – Divulgação

Por Miguel Arcanjo Prado
Enviado especial do R7 a Santos (SP)*

O bailarino francês Xavier Le Roy subiu ao palco do Sesc Santos evidentemente contrariado na noite desta terça-feira (10). Ele apresentou a primeira sessão no evento de espetáculo solo, A Sagração da Primavera. Nesta quarta (11), haverá a segunda e última sessão, às 21h30, no Teatro do Sesc Santos.

Segundo o próprio artista, um problema técnico impediu que as caixas de som colocadas debaixo das cadeiras funcionassem a contento.

O espetáculo dele é uma performance na qual ele simula reger uma orquestra que toca a canção-título de Stravinsky. A grande sensação do espetáculo é o público se sentir dentro da força do som – daí a importância das caixas funcionarem corretamente.

O programa da obra diz que Le Roy “estudou biologia molecular antes de tornar-se bailarino” e que “suas apresentações interrogam de maneira crítica a noção de espetáculo”. Esta última parte é algo recorrente nas montagens exibidas na Bienal.

A obra é praticamente uma mistura do filme Fantasia da Disney, aquele com o ratinho Mickey de maestro, com as modernas salas Imax de cinema. Só que sem um funcionamento correto do som.

Além de ser avisada da não eficiência das caixas amplificadoras pelo próprio artista em tom sóbrio antes de tudo começar, a plateia ainda ouviu do próprio, falando em inglês com a ajuda de uma tradutora simultânea, que não teria uma experiência tal qual foi concebida pela mente de Le Roy.

O público foi elegante e permaneceu no espaço durante os 42 minutos em que ele regeu uma defeituosa Orquestra Filarmônica de Berlim tocando Stravinsky. Todos fizeram cara de paisagem e compactuaram na farsa encenada, já que todos muitos, incluindo o próprio bailarino, haviam broxado bem antes da possibilidade de gozo final.

O gerente adjunto do Sesc Santos, Sergio Pinto, afirmou ao R7 que a instituição “lamentou o ocorrido e providenciou a correção do problema assim que o mesmo foi detectado”.

– As caixas funcionaram perfeitamente, o que ocorreu foi que com a dimensão do ambiente não chegou à potência técnica sonora que ele necessitava. Para hoje, quando terá a segunda apresentação, trocamos cerca de 50% das caixas por outras mais potentes.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da Bienal Sesc de Dança.

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4 Resultados

  1. Felipe disse:

    Xavier Le Roy, como todo um cavalheiro que é, deu um segundo “show”, desta vez de civilidade e boas maneiras, ao avisar acerca do ocorrido à plateia.

  2. Marcelo MOTA disse:

    estava lá. Acreditoq ue deveria ter sido realizado numa sala de cinema (com som ultra-potente) ou fones de ouvido. Foi a sagração foi um blefe.

  3. Juju disse:

    Adorei sua matéria. Fazia tempo que não lia algo tão preciso. X não é cavalheiro, é um caprichoso.

  1. setembro 14, 2013

    […] também polêmicas, como a falha técnica nas caixas de som do espetáculo A Sagração da Primavera, do francês Xavier Le Roy, que resolveu fazer pronunciamento à plateia antes de o espetáculo […]

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