Após sucesso no Festival de Curitiba, Cia. Aberta se muda para SP para trabalhar com Cibele Forjaz

Cena da peça Vermelho Amargo, primeiro trabalho da Companhia Aberta – Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Após Curitiba, São Paulo. Este é o projeto da Companhia Aberta, formada por artistas mineiros radicados no Rio. O grupo chamou a atenção do público no último Festival de Teatro de Curitiba, com a montagem Vermelho Amargo, sobre um homem que revisita a infância difícil na mostra Fringe.

A peça é baseada no romance de Bartolomeu Campos de Queirós (1944-2012). Tem direção de Diogo Liberano, cenografia de Bia Junqueira e colaboração da atriz Vera Holtz. No elenco, Daniel Carvalho Faria, Davi de Carvalho e o ator convidado Luiz Paulo Barreto.

Sucesso do Fringe: Vermelho Amargo – Foto: Divulgação

Ao Atores & Bastidores do R7 o grupo comemora o êxito curitibano. “O espectador de Curitiba, jornalistas, curadores, críticos e pensadores das artes cênicas puderam conhecer nosso trabalho. Essa troca nos revelou coisas novas sobre o que estamos fazendo e contribuiu para oxigenar a nossa prática”, diz Daniel Carvalho Faria.

A trupe afirma acreditar em um “processo permanente” e diz que seu objetivo é “dialogar diretamente com o público”.

Aventura paulistana

Assim, chegam a São Paulo em breve com fôlego novo. Vão se instalar na Casa Livre, da Cia. Livre, na Barra Funda, onde criarão a peça O Homem Elefante, de Bernard Pomarence, que terá direção da experiente Cibele Forjaz. A previsão de estreia é para dezembro de 2014, no Teatro Oi Futuro, no Rio.

“Este intercâmbio é uma possibilidade de continuarmos um campo de trabalho que queremos investigar mais: o épico-dramático”, revela Davi Carvalho. O grupo conta que a peça é “a história real da vida de um jovem homem deformado e excluído da sociedade, explorado em ‘freak-shows'”. Para o grupo, “é uma narrativa que reflete e questiona o homem contemporâneo diante da sociedade a partir do diferente, do preconceito”.

Cibele Forjaz e Vandré Silveira: diretora e novo integrante da Cia. Aberta – Fotos: Bob Sousa e Rodrigo Castro

Esta segunda montagem do grupo ainda vai marcar a entrada de um novo integrante, Vandré Silveira, que está fazendo sucesso com o monólogo Farnese de Saudade, na Caixa Cultural SP, após conquistar também os cariocas.

E a Companhia Aberta não parece querer saber de descanso. Planeja para 2015 a montagem do texto O Filho de Mil Homens, do escritor português Valter Hugo Mãe. Gostam de passar a literatura para o palco por tratar-se, ambos, de “um universo sem preconceitos”, na visão do grupo. O diretor desta montagem ainda está sendo escolhido. Pelo jeito, estes artistas vão longe.
Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba!

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    Interessante.

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