Teatro Aliança Francesa faz 50 anos com farta programação; Alexandre Borges dirige peça de 1975

Cena do espetáculo Pièces montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain – Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Um palco crucial para a história do teatro brasileiro. Assim pode ser considerado o tablado do Teatro Aliança Francesa, no número 182 da rua General Jardim, na República, centro de São Paulo.

Palco do Teatro Aliança Francesa: muito da história do teatro passou por este lugar que completa 50 anos – Foto: Divulgação

O espaço foi aberto no fatídico mês de 1964, às vésperas do golpe militar de 50 anos atrás. Serviu como base da resistência artística e também completa 50 anos, sempre incentivando a aproximação cultural entre o teatro francês e o brasileiro.

Já passaram por seu palco nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Sérgio Cardoso, Marília Pêra, Antônio Fagundes, Eva Wilma, Regina Duarte, Stenio Garcia e Sandra Corveloni.

Neste ano, uma programação especial comemora o cinquentenário do espaço, com atividades geridas pelo diretor pedagógico-cultural, Marc Boisson, e terá Sérgio Coelho comandado as atividades paralelas, com leituras e debates.

No dia 27 de agosto acontecerá a festa de abertura com uma apresentação especial da peça Não se Brinca com o Amor, de Alfred de Musset, com direção de Anne Kessler, da Comédie Française, em uma montagem com atores brasileiros que estará em temporada entre 5 de setembro e 26 de outubro.  No enredo da tragicomédia de inspiração autobiográfica, a história de Camille e Perdican, dois jovens que predestinados a se casar desde a infância a se casar.

Nos dias 29 e 30 de agosto haverá o espetáculo Conto sobre Mim – Contes sur Moi, uma produção Brasil–Québec, com direção de Julie Vincent: cinco cenas curtas protagonizadas, cada uma, por pares de personagens que vivem em cinco décadas diferentes do século passado.

Ainda tem mais: em única apresentação, no dia 02 de setembro, acontece Pièces Montées – Le Jour de la Noce & Les Brumes du Lendemain, do Théâtre AMAZONE – La Rochelle (França), com direção e adaptação de Laurence Andreini, livremente inspirado em Bourvil, Brecht, Lagarce, passando por Pinter, Brassens e Albee. A trama narra as etapas mais emocionantes da experiência de um casal a partir do momento da escolha de sua união.

Alexandre Borges dirige Muro de Arrimo – Foto: Estevam Avellar

O dia 7 de outubro reserva a La Compagnie Théâtre des Hommes, que encena o espetáculo Où on va, Papa?’, com direção de Layla Metssitane. Inspirado no premiado livro homônimo do escritor Jean-Louis Fournier, com certo humor negro, esse conto de fadas às avessas conta relatos de um pai com seus filhos portadores de necessidades especiais.

Sucesso de 1975

Fechando o ciclo de eventos e comemorações, em novembro estreia o espetáculo Muro de Arrimo de Carlos Queiroz Telles, que marcou história no Teatro Aliança Francesa em 1975. Quando estreou, o monólogo deu destaque ao pedreiro Lucas, então interpretado por Antônio Fagundes, com direção de Antônio Abujamra.

Tanto que , na época, recebeu os prêmios Molière e Anchieta de melhor autor para Carlos Queiroz Telles; Molière de melhor direção para Antônio Abujamra e APCA de revelação de cenografia, para o então estreante Elifas Andreato, irmão do ator Elias Andreato.

Nessa nova montagem, o papel do pedreiro Lucas ficará com o ator Fioravante Almeida, e a direção, com Alexandre Borges.

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    O Alexandre Borges é uma pessoa do time do bem. Bacana, simpática e sem frescuras. É um descolado, não um “Poser”.

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