Dois ou Um com Washington Luiz

O ator Washington Luiz, da peça Marica, encara a coluna Dois ou Um – Foto: Laércio Luz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O ator Washington Luiz atua em Marica, monólogo sobre ninguém menos do que o escritor espanhol Federico García Lorca (1898-1936). A peça está em cartaz na sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo (r. Rui Barbosa, 153). As apresentações, com direção de Marcio Aurélio, acontecem sexta, sábado e domingo, às 20h, até 26 de outubro, com entrada a R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia-entrada. O texto foi escrito pelo argentino Pepe Cibrián Campoy, um dos maiores nomes do gênero musical na América Latina. Formado em artes cênicas pela Unicamp e com currículo que inclui uma temporada na Espanha e trabalhos com nomes como José Celso Martinez Corrêa e Cacá Rosset, Washington Luiz topou o convite do R7 para participar da coluna Dois ou Um. Dez perguntas cheias de possibilidades. Ou não.

Luciana Genro ou Levy Fidelix?
Absurdo ver que até hoje conceitos fascistas de maioria impondo-se a qualquer minoria ainda se articula em mentes estreitas. Luciana Genro, ainda que meu voto para presidente não vai para ela.

Oscar Wilde ou Kafka?
Ui! Dois grandes da literatura. Difícil a resposta… Mas, se tivesse que ler algum deles agora mesmo, gostaria de penetrar no universo corrosivo e cheio de detalhes do Wilde.

García Lorca ou Madame Satã?
Gosto da atitude que Madame Satã imprimiu à sua vida transgressora. Gosto da poesia libertária que García Lorca nos deixou como legado. Fico com os dois, porque me parece uma combinação perfeita!

Buenos Aires ou São Paulo?
Buenos Aires, sem dúvida! Essa cidade me inspira boemia, arte e paixão. Sinto-me numa miniatura de toda a Espanha, com lugares que me lembram, ora Madri, ora Barcelona, ora Sevilha… E as suas árvores! Quero um dia fazer um livro de fotografias somente com as árvores de Buenos Aires.

Cibrián-Mahler ou Möeller-Botelho?
Cibrián-Mahler. Pelo percurso percorrido, pela originalidade, pela união de música e poesia.

Moria Casán ou Susana Vieira?
Susana Vieira! Adoro esta mulher. Desde criança. Ela em Anjo Mau faz parte de meu folclore pessoal. E já tive o imenso prazer de trabalhar com a Susana e ficava extasiado ao ver como sua figura num set de gravação esbanjava alegria e domínio de uma forma de representar.

Marcio Aurelio ou Zé Celso?
Os dois são meus mestres. E os dois me ensinaram, sobretudo, que para ser artista é preciso, acima de tudo, não viver em cima do muro.

Lobão ou Cazuza?
Pela poesia, Cazuza.

A Casa de Bernarda Alba ou Bodas de Sangue?
Neste momento em que vivemos, acho que tem mais a ver A Casa de Bernarda Alba. Temos de refletir se queremos deixar que idiotas definam nosso futuro.

Daqui até a eternidade ou Nada es para sempre?
Daqui até a eternidade. Carrego comigo, na minha alma, todos os amores que, felizmente, já pude sentir ao longo desta vida. Até parece que todos estes amores são um só. Grande, inteiro e verdadeiro.

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2 Resultados

  1. washington Luiz disse:

    Miguel, espero você lá. Quero muito que você veja este trabalho. Adorei suas perguntas – sacadíssimas! Muito obrigado e muitos beijos.

  2. Phillipe disse:

    Aparentemente, uma personalidade muito charmosa e carismática. Culto, certamente. Boa entrevista!

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