Peça Carolina, de Lorca questiona maternidade

Carolina, de Lorca: reflexões sobre o papel social da mãe – Foto: Guto Muniz

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Gerar um filho costuma ser algo inquietante, sobretudo para mulheres artistas. De uma forma ou de outra, essa mudança na vida feminina reflete na obra produzida.

No caso da atriz e bailarina Carolina Corrêa, a gestação, com seus anseios e conflitos, foi parar no palco.

Ela está só no palco na peça Carolina, de Lorca, dirigida por Léo Kildare Louback e Antônia Claret, com realização do Grupo dos Dois.

Após fazer temporada em Buenos Aires e no Rio, a obra está em cartaz em Belo Horizonte neste sábado (18), 20h, e domingo (19), 19h, no Auditório do Centro de Referência da Moda (r. da Bahia, 1149), com entrada gratuita.

Quem pensa que a peça apresenta apenas uma visão lugar-comum da maternidade se engana.

Louback, também dramaturgo da obra, afirma que há “muita espera, dor e sofrimento na mulher obrigada a parir o menino, a ser mãe, atenciosa, competente e tudo o que o papel social pede, enquanto, muitas vezes, ela gostaria de estar em algum outro lugar da existência”.

A montagem buscou referências distintas, que passam pelo teatro documental e a performance, além de flertar com dança, música e cinema e, como entrega o título, com a obra de García Lorca, sobretudo a personagem Yerma, que lida com as questões da maternidade e se mescla à própria atriz no palco.

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