Domingou: Não tem água, mas tem Carnaval

Multidão desfile no Bloco do Sargento Pimenta, em São Paulo, neste sábado (7) – Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O metrô estava lotado. E era sábado à tarde. Gente cantava marchinhas e sambas-enredos pelos corredores. Em grupo. Estavam todos coloridos de alguma forma. Havia um êxtase constante, presente.

Os transeuntes habituais olhavam com um misto de horror e inveja. De onde vinha aquela gente? Da mesma cidade?

Uma menina andava pelas esteiras rolantes ostentando um cocar indígena na cabeça. Outra preferiu o clássico chapéu de enfermeira.

Um homem, jovem e ousado, botou uma peruca loira. Loiríssima. Tal qual uma Susana Giménez. Outro, ainda mais confrontador, estava de vestidinho, rodado e com bolinhas.

E havia uma magrinha, com cara de bem tímida, que se contentou apenas com um adorno no alto de sua cabeça: chifrinhos de diabinha.

E iam todos, satisfeitos, rumo aos blocos que invadiram a cidade cinza.

Até que, no meio da multidão, eis que surge uma mocinha fantasiada. Entre os 18 e 22 anos. Era uma fantasia tímida, sonsa. Parecia quase indefesa. Não fosse o cartaz que trazia, pendurado no pescoço e roçando seu leve busto: “Cadê minha água?”.

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    Espero ver também mobilização se houver passeata pelo “impeachment” de Dilma.

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