“Somos o maior do Brasil e vamos continuar sendo”, diz Leandro Knopfholz, do Festival de Curitiba

Leandro Knopfholz: confiança na tradição de 24 anos de história para manter o Festival de Teatro de Curitiba na liderança, como o maior e mais importante do Brasil em sua área – Foto: Daniel Sorrentino/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Foto DANIEL SORRENTINO/Clix

O Festival de Teatro de Curitiba faz em 2015 uma edição menor do que a apresentada 2014. O motivo foi a queda de patrocínio para o mais tradicional festival de teatro do Brasil. Mas, nem por isso, o evento abandonou sua fartura cênica.

Mesmo com o cinto apertado, Curitiba segue gigante. Se em 2014 foram mais de 450 peças, em 2015 serão 422 espetáculos apresentados na capital do Paraná nos 13 dias de evento entre 24 de março e 5 de abril: 29 na Mostra Oficial (que em 2014 teve 35 peças) e 393 no Fringe, a mostra paralela. Os números fazem da 24ª edição do evento o maior festival teatral do Brasil em 2015.

Leandro Knopfhoz, diretor geral do evento e seu idealizador, ao lado de Carlos Eduardo Bittencourt, conta que desde que o festival foi fundado, em 1992, mais de 7.000 espetáculos foram apresentados, levando 4,8 milhões de pessoas ao teatro. “Número imbatível”, ele reforça.

— Todos os anos reunimos 1.500 profissionais do teatro em Curitiba. O Festival de Teatro de Curitiba é o maior do Brasil, é a maior plataforma de lançamento de espetáculos do País. Neste ano, mesmo com um cenário econômico complicado no País, não será diferente. O Festival de Teatro de Curitiba continua o maior do Brasil. E vai continuar sendo.

O orçamento do evento este ano é de R$ 6 milhões, dos quais apenas R$ 4 foram captados, valor menor do que os R$ 6,5 milhões de 2014 e R$ 8 milhões de 2013. Knofpholz confirma ao R7 os números e o reajuste orçamentário, mas parece confiante na trajetória do evento para sustentar sua grandeza.

— Mesmo o Festival de Teatro de Curitiba tendo de se adaptar às atuais circunstâncias do momento econômico do País, os 24 anos de nossa história nos permitem dizer que estaremos sempre com um evento que é o retrato do teatro brasileiro a cada ano. Isso não mudará.

Forces, da norte-americana Elizabeth Streb, abrirá o Festival de Teatro de Curitiba 2015 – Foto: Divulgação

Cinco peças estrangeiras

Sete estreias nacionais e cinco atrações internacionais (mesmo número de 2014) garantem o peso da Mostra Oficial. As brasileiras são SPon SPof Spend, Post Scriptum, OE, Abnegação 2, Meu Saba, Fishman e Ensaio para um Adeus Inesperado. Já as peças gringas são A House in Asia, Double Rite, Surfacing, Numax e Forces. Esta última, da Cia. Elizabeth Streb, dos EUA, abrirá o festival no Teatro Guaíra, mais tradicional palco paranaense.

Ivam Cabral em cena de Pessoas Perfeitas, do Satyros: peça estará em Curitiba – Foto: André Stéfano

Sucessos recentes nos palcos brasileiros também darão as caras em Curitiba, como Pessoas Perfeitas, do grupo Os Satyros, Gotas D’Água sobre Pedras Escaldantes, com Gilda Nomacce e Leonardo Chirolli, e Beije Minha Lápide, com Marco Nanini, habitué do evento.

O Fringe permanece como reflexo da diversidade teatral produzida no Brasil. Dez mostras especiais elencam espetáculos em blocos para o público, das quais cinco são inéditas, como a Mostra de Teatro Universitário Grutum, com peças acadêmicas, e a I Mostra Pernambucana de Teatro para a Infância.

Os eventos paralelos foram mantidos: o Gastronomix, com chefes renomados fazendo pratos concorridos, o Guritiba, com peças para os pequeninos, o Mish Mash, com o mundo da mágica, e o Risorama, a mostra de stand-up do Festival de Teatro de Curitiba que sempre é o campeã de público.

Os ingressos para a 24ª edição começam a ser vendidos nesta terça (10). Em 2014, o Festival de Teatro de Curitiba teve público de 230 mil pessoas – 160 mil ingressos foram vendidos e 77 espetáculos foram gratuitos.

Leia a cobertura completa do R7 no Festival de Teatro de Curitiba em 2014!

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    Knopfholz foi muito lúcido em suas colocações. Com o país literalmente dividido ao meio após o racha de opiniões eleitorais divergentes das últimas eleições, o que se vê é um país num momento econômico lamentável e, quando a economia vai mal, o efeito cascata repercute obviamente na Arte.

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