Cia do Tijolo faz importante reflexão sobre ditadura e opressão no TUSP

Cantata para um Bastidor de Utopias - Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Cantata para um Bastidor de Utopias – Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Do R7

A história de Mariana Pineda Muñoz, enforcada aos 26 anos por desafiar o poder do rei espanhol Fernando VII, é a base para o musical Cantata para um Bastidor de Utopias, da Cia do Tijolo, que entrou em cartaz no TUSP neste último fim de semana. A criação se mescla a fatos da ditadura militar brasileira e teve auxilio de intelectuais como Frei Betto.

Para o diretor Rogério Tarifa, apresentar o espetáculo no Teatro da USP é muito importante pela referência histórica de luta que o prédio onde o TUSP está localizado representa.

— Apresentar a peça no TUSP, nos é muito caro, pela importância histórica e política desse teatro, cujo prédio foi um dos alvos da repressão militar e da ditadura brasileira. Com certeza a nossa peça ficará mais atual e será ressignificada ao colocar o espetáculo em diálogo real com um dos espaços mais importantes na luta pela redemocratização do nosso País.

Dentre as indicações e prêmios destaca-se: vencedor do 26º Prêmio Shell nas categorias Cenário e Música, sendo indicado ainda na categoria Direção; vencedor do prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2013 na categoria Projeto Sonoro, com outras três indicações – Melhor Elenco, Trabalho em Espaço não Convencional e Projeto Visual; indicado ao Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2013; e indicado pela Folha de São Paulo como uma das três melhores estreias do ano de 2013.

Nos intervalos da cantata, nos seus bastidores, os atores da montagem (que representam desaparecidos políticos brasileiros) conversam, fazem cenas e cantam músicas de resistência, ampliando a discussão referente aos temas do amor, da liberdade e da revolução apresentados na cantata.

Cantata para um Bastidor de Utopias - Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Cantata para um Bastidor de Utopias – Foto: Alécio Cesar/Divulgação

Cantata para um Bastidor de Utopias
Quando: Segunda, sexta e sábado, às 19h30, domingos, às 18h30. Até 22 de junho.
Onde: TUSP (r. Maria Antônia, 294, Consolação, São Paulo. Informações: 0/xx/11 3123-5233)
Quanto: R$ 20
Duração: 210 minutos
Classificação: 14 anos

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    De fato, devemos lembrar o erro que houve na ditadura. Mas, por outro lado, devemos ressaltar que os olhos também devem ser abertos aos erros atuais. Porque só criticar sem parar o que houve na ditadura mas fechar os olhos para os erros atuais é igualmente nocivo. Os tempos atuais não são perfeitos. Muito pelo contrário. Aliás, seria profundamente hipócrita dizer que vivemos um tempo de grande prosperidade e felicidade. Será que tantos protestos refletem que a população está profundamente feliz? Duvido. A verdadeira democracia aponta os erros, seja em qual governo for, independente de época.

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