Entrevista de Quinta – Atores do Oficina, Mariano Mattos Martins e Tony Reis comemoram vitória na Justiça contra acusação de padre

Liberdade de expressão artística: atores do Oficina, Mariano Mattos Martins e Tony Reis posam na redação do R7 após serem absolvidos pela Justiça de acusação de padre por conta de uma cena de peça de teatro – Foto: Eduardo Enomoto

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos EDUARDO ENOMOTO

Tony Reis e Mariano Mattos Martins estão aliviados. Os dois atores foram absolvidos na última segunda (8) pela Justiça Criminal de São Paulo no processo movido pelo padre goiano Luiz Carlos Lodi da Cruz. Este acusava os artistas do Teat(r)o Oficina e também o diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, de ferir seu sentimento religioso em uma cena da peça Acordes.

A encenação aconteceu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 2012 a convite da comunidade acadêmica, que estava em greve contra a posse da reitora Anna Cintra, que havia ficado em terceiro lugar na votação. O padre não estava presente nem viu a peça inteira, mas assistiu à cena pela internet, em vídeo subido no YouTube, e resolveu acionar a Justiça contra o grupo.

O juiz José Zoega Coelho, do Juizado Especial Criminal do Fórum da Barra Funda, emitiu sentença favorável aos artistas, que foram absolvidos, e Zé Celso, que tem 78 anos, teve a acusação prescrita por conta de sua idade avançada. Caso esta decisão não houvesse sido proferida, os artistas poderiam pegar até um ano de cadeia.

Os atores do Oficina, considerado o principal grupo teatral do Brasil e um dos mais respeitados em todo o mundo, foram defendidos pelos advogados Fernando Castelo Branco e Fernanda de Almeida Carneiro. A sentença ainda cabe recurso, mas, segundo os advogados do Oficina, o Ministério Público não costuma insistir em casos como este. Zé Celso não pode comparecer à audiência, pois está fortemente gripado.

Mariano, paulista de Osasco, e Tony, baiano de Salvador, aceitaram o convite do Atores & Bastidores e compareceram à redação do Portal R7 para esta exclusiva Entrevista de Quinta.

Falaram do medo que sentiram ao poderem pegar um ano de cadeia por fazer teatro e ainda a situação de marginalidade que a profissão de ator de teatro vive no Brasil.

Leia com toda a calma do mundo.

Se não fossem absolvidos, como aconteceu, a acusação do padre poderia render até um ano de cadeia para os atores do Teat(r)o Oficina – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como vocês souberam que estavam sendo processados por fazer uma cena de uma peça de teatro e como vocês reagiram?
MARIANO MATTOS MARTINS — A gente soube pelo próprio Teat(r)o Oficina. Aí já veio intimação em nossa casa. Foi um susto. Precisamos acionar os advogados e correr atrás.
TONY REIS — Também foi o Oficina que me avisou. Chegou em casa um oficial de Justiça e me mandou assinar uma intimação. Não pensei que nossa performance poderia chegar a esse nível jurídico.

MIGUEL ARCANJO PRADO — E qual a reação de ser processado criminalmente por uma atividade artística em tempos de suposta democracia?
MARIANO MATTOS MARTINS — No começo, ainda não estávamos enquadrados como crime. Era uma denúncia. Primeiro ficamos boladíssimos, porque não tínhamos conhecimento jurídico para saber o que ia acontecer. Falei para o Tony, “caramba, fizemos dois palhaços na peça, que maluco acontecer isso, os caras estão fazendo isso mesmo?”. Estão! A gente teve de ir depor em uma delegacia de Perdizes [bairro da zona este paulistana onde fica a PUC, onde a peça foi encenada].
TONY REIS — Eu fui em um dia, e ele em outro.

MIGUEL ARCANJO PRADO —Eu me lembro, eu cobri.
MARIANO MATTOS MARTINS — A gente pensou que iria acabar ali. Mas quando foram tendo audiências e virou um processo criminal, percebemos que aquilo estava ficando sério e precisava de uma resposta séria também. Começamos a conversar muito no Oficina para nos alimentarmos de argumentos para combater aquilo, que era uma coisa muito reacionária com a arte.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como suas famílias reagiram quando souberam que vocês estavam sendo processados?
TONY REIS — Eu venho de uma família muito simples de Salvador. Eles vivem na Bahia. Foi muito complicado. Minha irmã me ligou, muito nervosa, me perguntando se eu iria ser preso. Eu falei para ela ter calma, que não era isso que ela estava pensando. Eu expliquei que um padre de Goiás não havia gostado de uma apresentação que fizemos na PUC, que ele viu pela internet, e resolveu nos processar. Fui tentando acalmá-la, e tentando convencê-la de que não iríamos pegar essa detenção. Mas eu também estava muito preocupado, porque não tinha certeza de nada.
MARIANO MATTOS MARTINS — Minha família é pequena e ficou muito preocupada. Mas também recebemos muitas mensagens de amigos e desconhecidos, dando apoio, dizendo que estavam muito preocupados com este momento que o País está vivendo.
TONY REIS — Todo mundo mandou mensagens de apoio, achando ridículo tudo aquilo que estava acontecendo. Eu pensei: o que eu sei fazer é arte e se isso agora é crime o que eu vou fazer da minha vida?

MIGUEL ARCANJO PRADO — Vocês ficaram com medo?
TONY REIS — Eu fiquei morrendo de medo, sim.
MARIANO MATTOS MARTINS — Claro. Nós somos jovens. Não somos como o Zé que tem mais de 70 anos e um monte de coisa prescreve. A gente ficou, cara, realmente com a perna bamba. A gente está trabalhando e estamos sendo ameaçados pelo próprio conteúdo do nosso trabalho? A gente achou tudo isso bem estranho. Mas os nossos advogados são muito bons e nos deram calma. Disseram que tinham feito uma defesa muito forte e que era para a gente ficar tranquilo. Até a audiência de segunda-feira, dia 8, a gente estava pensando: caramba, o que vai acontecer?

MIGUEL ARCANJO PRADO — O padre viu a cena no  YouTube. A gente sabe que teatro é presencial, só existe com o espectador e o ator ali, um de frente para o outro. O que acham disso ter acontecido: alguém que não viu a peça poder processá-la?
MARIANO MATTOS MARTINS —Acho que legalmente ele até possa ter tido o direito de fazer isso. Mas, acho que a própria Justiça dar voz a isso, ao mesmo tempo que é estranho, está sendo importante porque a gente está aqui, discutindo isso, não só a criminalização da arte como também a posição da cultura na sociedade. Como as outras esferas se comunicam com a cultura. Por um lado, vejo uma coisa bem bizarra alguém estar sentado na cadeira dele e, com um dedo no computador ver uma cena e em outro dedo ligar para denunciar. E ficar lá sentadinho no canto dele.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Eu queria perguntar isso: vocês conheceram o padre? Ele veio às audiências?
TONY REIS — Não. Nós não o conhecemos. Ele não veio em nenhum momento.

Sombra e luz: atores do Oficina, Mariano Mattos Martins e Tony Reis ficaram assustados ao serem processados por fazer teatro – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Há muito preconceito contra o teatro?
TONY REIS — Sim. O teatro é discriminado 24 horas, não temos direito a nada, não temos patrocínio, somos marginalizados o tempo todo.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Vocês acham que na sociedade brasileira ainda existe o pensamento de que ator de verdade é só o que está fazendo novela na televisão e que o ator de teatro é só alguém que está tentando chegar na TV?
MARIANO MATTOS MARTINS — Sem dúvida. A minha família sempre me pergunta quando eu vou fazer novela. Peraí, eu já estou fazendo meu trabalho. Se houver um convite para fazer novela, eu vou pensar e posso aceitar, mas é só um outro trabalho de atuação. Eu já trabalho como ator no teatro. É uma profissão riquíssima e tive que estudar muito para trabalhar como trabalho, ralei muito. O próprio público com o advento da internet acabou indo para outros lugares. O teatro tende a ficar mais vazio, editais públicos são pouquíssimos, os patrocinadores não querem investir em teatro… Se você pegar a tabela de diária do Ministério da Cultura, a remuneração do ator de teatro é a mais baixa de todas. Poxa, por quê? Se você precisa fazer uma cena, você precisa do cenógrafo, do iluminador, do figurinista. Todo mundo ganha. Por que só o ator pode trabalhar de graça? É normal no teatro dizerem: “o ator não precisa receber cachê”. Temos de fazer um grito contra essa miséria que nossa profissão está sendo colocada.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O povo pensa que fazer teatro é hobby?
TONY REIS — Sim. As pessoas, infelizmente, ainda não veem como uma profissão. Pensam que estamos brincando. Me perguntam: “Você recebe mesmo? Como paga suas contas?”. Gente, trabalhamos em um dos teatros mais respeitados do País e do mundo, que é o Oficina, com o Zé Celso, o maior diretor desse País. Eu chego no teatro toda tarde e não tenho hora para sair. É bem mais que as oito horas de quem trabalha em escritório. O povo só tem noção do tamanho do nosso trabalho quando vai assistir. Aí, fica boquiaberto.
MARIANO MATTOS MARTINS — E fora as cinco horas que estamos em cena, a gente ensaia muitas vezes oito horas por dia antes de a peça estrear. Trabalhamos muito.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Voltando ao processo, o padre alegou que a cena na qual o boneco parecido com o Papa era decapitado feriu seu sentimento religioso. Pensei no filme O Exorcista, que tem vários signos religiosos sendo ultrajados… Outras centenas de filmes de terror por aí usam muitos aspectos religiosos e ninguém fala nada. Vocês acham esse olhar que criminalizou a cena de vocês é um olhar absurdo para um produto artístico em um ambiente democrático?
MARIANO MATTOS MARTINS — Mais que um olhar absurdo é um olhar descontextualizado. Hoje, nós vivemos isso com a internet. Qualquer coisa fora de contexto pode ser classificada como cada um quiser. E você pode, inclusive, classificar como crime uma coisa que não é. A arte é soberana neste tipo de discussão, até porque, depois dos anos de ditadura, nós conquistamos a liberdade de expressão artística. E o mundo luta por isso. As pequenas liberdades precisam de luta diária para acontecerem. É um momento sinistro que vivemos no Brasil. Daqui a pouco processam Picasso porque ele fez o quadro Guernica, baseado na Guerra Civil Espanhola. Tudo pode coexistir: o evangélico, o negro, o gay, o teatro, o católico. Isso é uma democracia. Ninguém precisa convencer a outra pessoa. Todo mundo tem o poder próprio, inteligência, livre arbítrio de fazer escolhas. A visão que nos criminalizou menospreza o próprio público e sua capacidade de pensar: “é óbvio que este boneco não é o Papa, é um boneco de três metros de altura, é uma alegoria artística”.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que vocês acharam de a peça Edifício London, de Lucas Arantes com o grupo Os Satyros, haver sido proibida pela Justiça antes mesmo da estreia por ter sido inspirada no caso Isabella Nardoni?
MARIANO MATTOS MARTINS — Acho que proibir a arte de falar de qualquer assunto é ditadura. Agora mesmo foi votada a questão das biografias, que foram liberadas. A expressão artística tem a liberdade em sua essência. Se eu falo uma coisa e quero mostrar meu ponto de vista, vou me expressar pela arte e não me esconder atrás dela, como o promotor insinuou que a gente havia feito.
TONY REIS — Ele falou na cara da gente, na cara do Zé Celso, que a gente se escondia atrás da arte.
MARIANO MATTOS MARTINS — É exatamente o contrário. A arte não é esconderijo, a gente usa a arte como ferramenta para interpretar a realidade. A arte é isso. Ao invés de você ir lá e matar uma pessoa na vida real, você pode trazer a situação para a cena e colocar as pessoas para pensar. A arte diminui a violência, aumenta a consciência social, ambiental e tantas outras.

MIGUEL ARCANJO PRADO — O palco é um lugar de diálogo?
MARIANO MATTOS MARTINS  — Claro! Totalmente. As pessoas não saem de uma peça sem entender nada. Alguma coisa comunica, mesmo que inconscientemente. Leva a pensar. Às vezes você pensa em uma peça por dias e ela vira uma referência para você.
TONY REIS — Teatro é pura cultura, não pode ser criminalizada. O que eles querem é que haja pouca gente no teatro, porque tocamos o público. A TV, o cinema, você consegue ser passivo. No Oficina, a gente fala olhando nos seus olhos.

Mariano Mattos Martins e Tony Reis, com a cidade de São Paulo ao fundo: eles fazem teatro para colocar o público para refletir sobre sua realidade – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por isso o teatro incomoda tanto?
MARIANO MATTOS MARTINS — Sim. O teatro incomoda porque o teatro penetra, mesmo. Ele fala a real. Vai jogando com você. A teatro não deixa a pessoa numa posição passiva. O problema é que muita gente por aí não quer ter uma atitude ativa na vida. No teatro, quando você vê um ser humano de carne e osso ali na sua frente você automaticamente se projeta nele de algum modo. E passa a refletir.
TONY REIS — E estamos supervivos ali.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Que lição vocês estão tirando dessa situação que passaram?
MARIANO MATTOS MARTINS — Acho que isso fortalece a arte teatral. Fortalece uma discussão que precisamos ter sobre o posicionamento da cultura dentro da sociedade. Porque ela é importante, sim. E, ao mesmo tempo, ela convoca o público para olhar para o teatro com outros olhos. O teatro é importante, sim. É uma luta infinita. E essa história vai trazer as vozes de outros movimentos que estão sendo perseguidos de alguma forma.
TONY REIS — Vi quantos jovens nos escreveram, movimentaram o Facebook. Conseguimos mostrar o que estava acontecendo e chamar a atenção de todos eles. E foi muito positivo que isso não ficou oculto, e graças também a você, que cobriu a história desde o começo. Vi tudo isso e percebi que o teatro ainda tem quem o defenda, o valorize.
MARIANO MATTOS MARTINS — O Oficina foi para a Rússia e vimos que lá teatro é um programa diário.  Na França também. Depois de Paris, São Paulo é o lugar que mais tem teatro, eu já pesquisei isso. É um patrimônio da cidade, do País, é um gerador de trabalho para muita gente.

O ator Mariano Mattos Martins: “Faço teatro como uma missão” – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Por que você faz teatro?
MARIANO MATTOS MARTINS — Eu faço teatro porque alguma coisa dentro de mim quer fazer teatro desde que nasci. Faço como uma missão. Quando vejo que chega nas pessoas volta para mim, de arrepiar. Faço porque é importante. Não é a única coisa que sei fazer, mas das coisas que sei fazer é a mais humana e a mais transformadora de pessoas. Vem uma alegria, uma satisfação. Cheguei ao Oficina com 15 anos e foi um impacto. Faço teatro desde criança. Mas quando vi o Oficina me apaixonei perdidamente. Passei dez anos trabalhando lá. Ali tem uma chama de teatro, de ação, de conexão com o público. No Oficina, fiz minha segunda faculdade, mais um mestrado e um doutorado. É um teatro que primeiro de deforma e depois te reconstrói e abre sua cabeça para o mundo. Quando cheguei lá perguntei: como isso existe e eu não sabia? Isso é brasileiro. É um patrimônio.
TONY REIS — Sempre falo que fui escolhido pelos deuses do teatro. Acho lindo poder levar tantos sentimentos ao público. Quando vi que conseguia fazer isso percebi que era o que queria para minha vida. Comecei de brincadeira e depois levei a sério e comecei a estudar. Vivo uma situação complicada, sou negro, ator e o que me fez ficar no Oficina é porque é um teatro político, que valoriza o negro. Quando vi que no Oficina havia muitos atores negros e que os negros não faziam papéis subalternos eu percebi que ali era meu lugar. E no Oficina, que é um teatro ritualístico, eu sinto a mesma energia que eu sentia na Bahia. Eu me sinto em casa.

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como está o Zé?
MARIANO MATTOS MARTINS — Ele ficou doente e não pode ir à audiência final.  Ainda está se recuperando da gripe. Falei com ele ao telefone. Ele ficou aliviado com a decisão da Justiça.  Até porque ele passou por coisas muito piores na época da ditadura, mas ele concordou comigo que o momento atual é delicado, é uma ditadura diferente, estamos sendo cercados de vários lados. E ele confia na gente.
TONY REIS — Vamos comemorar a decisão favorável a nós da Justiça no sábado agora, com a peça O Banquete, e no domingo, com a peça Pra Dar um Fim no Juízo de Deus. Queremos que todo mundo que nos apoiou apareça no Oficina para celebrar essa vitória com a gente!

O ator Tony Reis: “O Oficina valoriza o negro, sinto a energia da Bahia” – Foto: Eduardo Enomoto

SERVIÇO:
Quando e o quê:
Dia 13/06, sábado – O Banquete – 18h (5h de duração)
Dia 14/06, domingo – Pra Dar um Fim no Juízo de Deus – 20h (1h de duração)
Dia 27/06, sábado – O Banquete – 18h (5h de duração)
Dia 28/06, domingo – Pra Dar um Fim no Juízo de Deus – 20h (1h de duração)
Onde: Teat(r)o Oficina (r. Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo, tel. 0/xx/11 3106-2818)
Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Classificação etária: 18 anos

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1 Resultado

  1. Phillipe disse:

    Para mim, lendo o texto, o que me apresenta é que realmente talvez tenha havido uma dificuldade de compreensão por conta da descontextualização. Quando se assiste a uma cena isolada, pode-se ter uma percepção equivocada da mensagem de uma peça. Eu consigo compreender que o padre teve seus motivos e ele está no papel dele de defender aquilo no qual ele acredita. Se a questão foi levada até os tribunais, é porque era mais séria do que aparentava. Se foram absolvidos, está sanado o litígio. Talvez a grande questão seja a medida das coisas. Não sou a favor da censura irrestrita, porém acho que pode soar agressivas, sim, certas encenações ou certas alegorias. É aí que reside o ponto nevrálgico.

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