Jornalista da Globo vê marido ser espancado por taxistas após usar aplicativo Uber

A jornalista Luciana Machado: vítima da violência de um grupo de taxistas em Belo Horizonte - Foto: Reprodução/Facebook

A jornalista Luciana Machado: vítima da violência de um grupo de taxistas em Belo Horizonte – Foto: Reprodução/Facebook

Por  MIGUEL ARCANJO PRADO

O marido da jornalista da TV Globo Minas e do SporTV, Luciana Machado, foi espancado por um grupo de taxistas. Tudo aconteceu porque o casal utilizou um carro conseguido pelo aplicativo Uber.

Luciana estava presente na hora da agressão violenta e contou a história em sua página do Facebook.

Segundo relato da jornalista, ela e seu companheiro, Marcel Telles, saíam de uma festa de aniversário em um bar de Belo Horizonte, quando chamaram um carro pelo aplicativo Uber.

“Assim que ele chegou nós entramos e um taxista já tentou impedir que ele desse a partida. Conseguimos sair, mas outros dois taxistas chegaram e cercaram o carro”, conta. A jornalista ainda lembra que eles tentaram dialogar com os taxistas.

“Descemos do carro para questionar os taxistas que começaram a falar que estávamos usando um transporte ilegal, o que não é verdade. Assim que ficaram sabendo onde eu trabalhava, piorou. O sangue ferveu, não conseguíamos ir embora e no meio do bate-boca começou a agressão”, relata.

Segundo a jornalista, eram três taxistas espancando seu marido.

“Um segurou o Marcel praticamente com um mata-leão, enquanto os outros foram pra cima dele. Tentei segurar, empurrar, tirar, impedir de alguma forma que ele se machucasse, enquanto o Marcel se preocupava em nos proteger e saía no braço com os taxistas”, conta.

Luciana diz que só escapou de apanhar por ser mulher.

“Um deles disse que só não me bateu porque eu sou mulher, porque ele não batia em mulher”, revela.

Companheiro da jornalista, Marcel Telles mostrou as marcas da agressão - Foto: Reprodução/Instagram

Companheiro da jornalista, Marcel Telles mostrou as marcas da agressão – Foto: Reprodução/Instagram

Ela ainda conta que uma viatura da PM que passou pelo local sequer parou diante da confusão.

“Uma viatura da PM estava próxima e foi chegando devagar […] Ingenuamente e muito nervosa, eu só fiz um pedido aos policiais militares que ali chegaram: por favor, nos ajude a sair daqui com segurança. Os militares nem sequer pararam o carro, desceram ou registraram o ocorrido”, diz.

Mesmo assim, segundo o relato da jornalista, os taxistas foram embora.

Luciana e o marido procuraram um posto policial para registrar a ocorrência e depois foram ao IML fazer exame de corpo delito em Marcel.

A jornalista aproveitou o texto que chamou de “desabafo” para dar uma dica a quem usa o Uber, como ela, e for vítima da violência de taxistas:

“Se você estiver em um Uber e for vítima do assédio dos taxistas, não saia de dentro do carro. Confirme que as portas estão trancadas, ligue a câmera e faça um vídeo, enquanto outra pessoa liga para o 190. Registre tudo o que puder”, alerta.

Veja o depoimento completo de Luciana:

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