Museu interativo recria sertão no cais do Recife ao som de Luiz Gonzaga

Museu Cais do Sertão enche os olhos do público em Recife - Foto: Divulgação

Museu Cais do Sertão enche os olhos do público em Recife – Foto: Alessandro Moura

Por ALESSANDRO MOURA*
Colaboração especial, em Recife (PE)

O sertão está ancorado no cais. Com um rio cenográfico, áudios e vídeos de Luiz Gonzaga, o Museu Cais do Sertão surpreende pela interatividade.

Instalado no antigo Armazém 10 do Porto do Recife, o espaço é local de convivência, diversão e conhecimento.

O prédio abriga a obra de Luiz Gonzaga, o grande homenageado, e traz para a capital pernambucana um pouco da cultura popular do Nordeste brasileiro.

Inaugurado em abril de 2014, o espaço cultural tem um custo mensal entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, com programação, operação, manutenção e divulgação.

Com padrão internacional e muita interatividade, é possível ter uma experiência única pela singularidade do olhar, dos hábitos, da dor e da força de um povo.

As cores e detalhes de réplicas de figurinos usados na carreira de Luiz Gonzaga recepcionam o público logo na entrada do museu.

Os olhos se encantam com a riqueza do gibão e a beleza das sanfonas.

Sanfona reina no Museu Cais do Sertão - Foto: Divulgação

Sanfona reina no Museu Cais do Sertão – Foto: Alessandro Moura

Passeio no sertão

O município de Serra Talhada é revelado na tela para quem quer conhecer um dia no sertão.

Distante do Recife, tudo fica tão próximo em um filme de 15 minutos.

Casas coloridas, o sorriso do povo, o som do baião, as motos na beira da estrada e as rezas de benzedeiras que receberam ensinamentos de outras gerações.

O visitante ainda confere de perto uma casinha típica da região, carregada de minúcias.

No altar, Padre Cicero divide espaço com Iemanjá. A força da religiosidade está por toda parte.

Vista aérea interna do Museu Cais do Sertão, em Recife - Foto: Divulgação

Vista aérea interna do Museu Cais do Sertão, em Recife – Foto: Divulgação

Velho Chico

Um belo rio cenográfico homenageia o São Francisco, mas no Museu, ele banha relíquias que lembram a carreira de um dos personagens mais famosos do país: O Rei do Baião.

Luiz Gonzaga conta histórias ao pé do ouvido e quem tem ousadia ainda arrisca cantar um de seus sucessos em uma espécie de estúdio.

O bom é que é possível conferir o resultado da sua voz em uma das canções da realeza nordestina na mesma hora.

O Cais do Sertão fica no Recife Antigo, próximo ao Marco Zero. Os ingressos custam R$ 8,00 (inteira) e R$4,00 (meia). As visitas podem ser realizadas terças a domingo das 11h às 17h. E o melhor: às terças a entrada é gratuita.

Cultura do Nordeste brasileiro é o foco do Museu Cais do Sertão - Foto: Divulgação

Cultura do Nordeste brasileiro é o foco do Museu Cais do Sertão – Foto: Alessandro Moura

Literatura de Cordel em foco

Até o dia 20 de setembro, o Cais do Sertão recebe o 1º Fórum Pernambucano de Literatura de Cordel.

O projeto será realizado de terça a domingo, simultaneamente, em vários espaços do Museu: Praça do Mandacaru, Caixa de Poesia e Todo Gonzaga.

Exposição, lançamento de livros, palestras, apresentações musicais, oficinas e exibição de curtas fazem parte da programação.

Alessandro Moura - Foto: Divulgação

Alessandro Moura – Foto: Divulgação

*ALESSANDRO MOURA é jornalista formado pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso e repórter da TV Justiça em Recife. Ele também é ator, dramaturgo e diretor e colabora com o site cobrindo a cena cultural em Recife, Pernambuco.

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