Entrevista de Quinta: “Hermanas Son las Tetas vai surpreender o público”, dizem Lauanda Varone e Liza Caetano

Lauanda Varone e Liza Caetano vivem duas irmãs na peça Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Abner Félix

Lauanda Varone e Liza Caetano vivem duas irmãs na peça Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Abner Félix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Fotos ABNER FÉLIX e EDUARDO ENOMOTO

A partir desta sexta (2), duas irmãs entram para a lista familiar do teatro latino-americano, num encontro cênico entre Argentina e Brasil. Lauanda Varone, 26 anos, gaúcha de Cruz Alta, e a paulistana Liza Caetano, 27 anos, dão vida às personagens protagonistas da peça Hermanas Son las Tetas, do diretor, dramaturgo e ator argentino Juan Manuel Tellategui.

Assim como as hermanas de personalidades opostas, as duas atrizes também vêm de lugares diferentes, mas com uma coincidência responsável por uni-las no palco.

Lauanda começou no teatro do Rio Grande do Sul, até transferir-se para São Paulo oito anos atrás. Formada em Comunicação Social, concluiu Atuação na SP Escola de Teatro e no Núcleo Experimental do Sesi, além de fazer pós-graduação em Artes Cênicas. Seu destaque na peça O Casal Palavrakis, de Angelica Lidell, lhe rendeu o título de Musa do Teatro.

Já Liza, licenciada em Teatro pela Faculdade Paulista de Artes, também é cantora. Estudou ainda o curso técnico de ator no Actor School Brasil – Recriarte, além de dublagem e canto pelo Senac. Participou do projeto Teatro Vocacional e fez cursos de teatro musical, entre eles o workshop Beatles num Céu de Diamantes, da tarimbada dupla Claudio Botelho e Charles Möeller. Também integra o grupo Pompacômica e fez parte da Cia. Instável de Teatro, dirigida por André Latorre, em musicais como Cabaret e Hairspray, do qual foi protagonista.

Bom, a coincidência é que tanto Lauanda, na SP Escola de Teatro, quanto Liza, na Faculdade Paulista de Artes, tiveram como colega de turma um argentino recém-chegado ao Brasil e que agora as dirige em cena. Ambas conversam com o Site do Miguel Arcanjo nesta Entrevista de Quinta sobre a experiência. Revelam detalhes da criação de Hermanas Son las Tetas. E, claro, falaram dos bastidores, da relação com o diretor e do afeto entre elas. “Viramos hermanas”, declaram, em uníssono.

Leia com toda a calma do mundo.

Liza Caetano e Lauanda Varone em cena de Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Eduardo Enomoto

Liza Caetano e Lauanda Varone em cena de Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui, que faz temporada entre 2 e 25 de outubro de 2015 na SP Escola de Teatro – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como é a hermana de cada uma na peça Hermanas Son las Tetas?
LAUANDA VARONE —
Angústias é o lado racional das hermanas, é aquela que pensa nos termos práticos da arte, que conceitua as loucuras artísticas da irmã. É a que escreve o edital enquanto a irmã ensaia, é a que lembra das contas para pagar, mas que, no fundo, ama a arte tanto quanto a irmã, que quer ser reconhecida por conceitos novos, pela inovação de ideias, pelo rompimento de paradigmas. Enquanto Magdalena experimenta com o corpo, Angustias deixa aflorar seu intelecto, para tornar palpável a subjetividade do trabalho.
LIZA CAETANO — Ah, a Magdalena é altiva, onipotente e onipresente! [risos] Ou como ela mesma diria: Poderosa e gloriosa! — ao menos é como ela se vê!

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi compor as personagens?
LAUANDA VARONE — Foi uma loucura! Por mais em voga que esteja o teatro pós-dramático, é sempre muito maluco compor a partir da não-linearidade, pelo menos pra mim, que tenho mais experiência com o teatro dramático. Em cada cena, as facetas de Angustias vão se revelando, de mocinha a vilã, e sua lógica varia muito. Não foi fácil, mas foi um processo gostoso, turbulento e de desconstruções.
LIZA CAETANO — O Juan fez algumas propostas com base no que pretendia que fosse a peça, nos deu uma margem, indicações, e aí arregaçamos as mangas e fomos atrás. Assistimos alguns filmes de Almodóvar, e nos debruçamos sobre a relação das irmãs do filme O Que Terá Acontecido a Baby Jane?. A partir daí  transpusemos isso para nossa realidade e, com indicação do diretor, estabelecemos um estado de jogo até chegar na “irmandade” que era necessária para a realização do trabalho.

Lauanda Varone e Liza Caetano em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Eduardo Enomoto

Lauanda Varone e Liza Caetano em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como foi o processo de criação e de ensaios da peça?
LAUANDA VARONE —
Como eu disse, foi gostoso, turbulento e de desconstruções [risos]. O nosso diretor trouxe várias referências e, a partir delas, as cenas foram aparecendo, outras foram acontecendo e, quando vimos, voilá: Hermanas estava criando vida. O mais turbulento foi entender a lógica que passava na cabeça do diretor, e isso me surpreendia a cada ensaio. Eu pensava “não, ele não vai querer que… vai, sim!”, e eu acho que isso também passa pela cabeça do público quando assiste Hermanas.
LIZA CAETANO — É por aí mesmo como a Lauanda falou. Não foi um processo fácil, colocamos em cena várias linguagens diferentes e não seguimos o processo habitual de construção de uma dramaturgia. Foi uma espécie de troca de experiências. Exploramos diversas vertentes, desde Boal até Grotowski. Intensamente, pois à medida que o Juan nos propunha jogos e situações, ele também nos dava espaço para desenvolvermos nossas personagens e chegarmos a um entendimento da totalidade da obra, definindo, assim, a sua proposta. Hermanas vai surpreender o público!

MIGUEL ARCANJO PRADO — Como vocês conheceram o Juan?
LAUANDA VARONE — Juan foi meu parceiro durante os dois anos do curso de Atuação na SP Escola de Teatro. Lá dividimos “angústias”, risos, aprendizados e indignações [risos]. A amizade começou lá, como parceiros de cena.
LIZA CAETANO — Já Juan e eu estudamos na mesma faculdade, a Faculdade Paulista de Artes,  mas nos conhecemos na audição do musical Cabaret. Lembro de ter visto uma figura ruiva no palco e fiquei curiosa pra saber quem era. Foi encanto à primeira vista! [risos] Tempos depois, nos tornamos amigos de coxia no espetáculo. Até que me transferi de curso, de Música para Teatro — como conta a peça! —, e fui estudar na sala dele. De lá pra cá, não nos desgrudamos mais, dividimos algumas vezes o mesmo palco, e agora posso dizer que tenho o privilégio de ser dirigida por alguém tão querido e majestoso.

Lauanda Varone, Juan Manuel Tellategui e Liza Caetano: Hermanas Son las Tetas - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Juan Manuel Tellategui entre suas atrizes de Hermanas Son las Tetas: “Dividimos angústias e aprendizados”, diz Lauanda Varone; “Vi uma figura ruiva e fiquei curiosa. Foi encanto à primeira vista”, diz Liza Caetano – Foto: Miguel Arcanjo Prado

MIGUEL ARCANJO PRADO — E o que acharam do Juan como dramaturgo e diretor?
LAUANDA VARONE —
Juan tem um humor peculiar, e se isso era nítido nele enquanto ator, como diretor e dramaturgo isso fica mais claro ainda! Ele consegue passar para o papel seu lado crítico com uma boa pitada de descontração. Ele é daquele tipo que fala a verdade e segue com uma gargalhada, quebrando com qualquer clima sério. Ele faz isso enquanto dirige também, e em cena sabemos que é nesse momento que vem bomba, no melhor dos sentidos! Nesse tempo de trabalho com Hermanas pude conhecer um lado exigente do Juan, exigente com o trabalho e consigo mesmo. Ele sempre está querendo o melhor, e acho que Hermanas só chegou à potência que tem por isso, pela seriedade com que foi trabalhada. Só que, logo depois, vem a gargalhada! [risos]
LIZA CAETANO — Eu só conhecia o lado ator do Juan, e o admirava muito. Comecei a ser uma admiradora assídua de sua forma de pensamento, quando começamos a estudar juntos e tive o privilégio de ser dirigida por ele. Acredito que o Juan tem uma forma muito singular de enxergar algumas coisas, e consegue, através de ajustes dos detalhes, chegar exatamente no que quer mostrar. Como dramaturgo, foi durante o processo que descobri suas habilidades, e confesso que me interessou muito seu modo de construir textualmente um espetáculo, tanto que estou acompanhando um outro futuro roteiro de pertinho, mas não posso contar mais nada agora. Acho que já falei demais [risos].

A atriz Liza Caetano vive Magdalena em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Abner Félix

A atriz Liza Caetano vive Magdalena em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Abner Félix

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual a expectativa em relação à estreia da peça?
LAUANDA VARONE — Hermanas para mim foi um trabalho que foi acontecendo, e por isso nunca tive uma super expectativa do que iria acontecer. São nesses momentos que a gente se surpreende. A surpresa veio com a casa lotada na Satyrianas! Com os comentários pós abertura de processo, principalmente de quem ficou pra fora, porque não cabia mais uma alma na sala do Satyros 1! E isso para o primeiro trabalho desse coletivo, num festival onde tem nem sei quantas peças acontecendo ao mesmo tempo… Foi muito bom! Agora, procuro continuar levando como no começo, para que novas surpresas aconteçam no teatro da SP. O que é uma certeza é que as atrizes vão se divertir muito, e espero que o público partilhe disso com a gente, né, Liza?
LIZA CAETANO — Exatamente! Eu não costumo ficar ansiosa, mas confesso que estou com um friozinho na barriga, principalmente por conta da participação dos 12 performers diferentes, um a cada dia. Pois, além de estarmos tendo a oportunidade de fazer uma temporada com o espetáculo e amadurecê-lo mais e mais de acordo com a recepção do público, estarei pondo “à prova” meu trabalho de atriz, por termos um “gran finale” novo a cada dia. Fora que, ainda falando de crescimento como atriz, essa é uma experiência marcante, sem dúvida, por ser algo completamente diferente de tudo que já fiz. E, é claro, pelo contato com uma nova cultura.

Lauanda Varone e Liza Caetano em cena de Hermanas Son las Tetas - Foto: Eduardo Enomoto

Duas atrizes que já foram famosas quando criança precisam engolir a rivalidade e se unir para retomar suas carreiras: Lauanda Varone e Liza Caetano em cena de Hermanas Son las Tetas – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — A peça teve colaboração das atrizes na criação. Como foi contribuir com relatos pessoais à obra?
LAUANDA VARONE —
O Juan é muito sagaz, e ele foi bebendo na gente, em mim e na Liza, e quando olhamos para o todo percebemos que tinha muita coisa de Lauanda e de Liza ali. O mais bacana é que nenhuma colaboração nossa foi profundamente articulada para que acontecesse ou encaixada na obra. O que trouxemos foi incorporado pela direção e pelo próprio texto e se tornou parte muito rapidamente. São coisas que fazem todo o sentido no espetáculo, e coisas muito minhas e muito da Liza que cabem perfeitamente às nossas personas. Quem nos conhece vai reconhecer muito facilmente isso.
LIZA CAETANO — Por mais que eu não me ache tão parecida com a personagem, devo admitir que ela tem muito de mim. Ficou confuso, não? [risos] Eu acredito que imprimimos muito de nossa trajetória artística nesse trabalho. Hoje, olho de fora e me reconheço em algumas atitudes e mesmo no discurso daquilo que acredito ou não – até porque o Juan fez questão de me pegar de surpresa ao agregar ao espetáculo coisas antes ditas e defendidas por mim em momentos de subversão!

MIGUEL ARCANJO PRADO — E o que vocês têm de parecida e de diferente de suas personagens?
LAUANDA VARONE — Acho que o próprio nome da minha personagem vem das conversas minhas com o Juan na SP! Eu sempre fui muito racional, a arte pra mim tem que passar pelo conceito, não é “qualquer coisa”, tem que fazer um sentido e ter potência de comunicar. Angustias pensa assim também, só que ela acaba se prendendo nisso, no teórico, no organizacional, e quando vai colocar em prática, o turbilhão que tem mentalmente acaba se frustrando. Aí, tento ser diferente, procuro conciliar as duas vertentes, a teórica e a prática. Tenho conseguido [risos]. A Angustias tem outro lado que é o de deixar as coisas acontecerem por “medo” de encará-las de frente. Eu já prefiro que as coisas aconteçam às claras, jogando limpo. Se não, a consciência pesa e “não durmo direito à noite”.
LIZA CAETANO — Ô perguntinha difícil! Eu me acho beeeem mais pé no chão que a Magdalena – apesar que minha mãe disse que eu sou tão imponente quanto ela [risos]. Mas não sou brigona, muito pelo contrário. Diferentemente dela, não sou nem um pouco vingativa (minha irmã que o diga!), mas acredito que sejamos ambas um tanto calculistas… Ah, e eu não me acho diva como ela, apesar de algumas pessoas acharem essa nossa maior “relação” [risos].

Duas irmãs atrizes: Lauanda Varone e Liza Caetano em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Eduardo Enomoto

Duas irmãs atrizes: Lauanda Varone e Liza Caetano em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Eduardo Enomoto

MIGUEL ARCANJO PRADO — E como é jogar com a outra hermana?
LAUANDA VARONE — Liza é muito parceira em cena, como foi durante o processo também. Ela é aquela colega mãezona, que ajuda e dá bronca. Fomos criando uma cumplicidade muito bacana, acredito que isso seja perceptível para o público.
LIZA CAETANO — Estar com a Lau em cena é único, estabelecemos um estado de jogo muito bom entre nós, tanto que às vezes pensamos a mesma coisa ao mesmo tempo! É diversão na certa!

MIGUEL ARCANJO PRADO — Que relação vocês criaram durante o processo?
LAUANDA VARONE —
Não conhecia a Liza antes, fomos apresentadas no início dos ensaios pelo Juan. Aos poucos, fomos nos conhecendo, hoje temos uma cumplicidade que não acontece só em cena! As vezes um olhar basta pra nos entendermos. Realmente, ganhei uma hermana, e que seja por muito tempo!
LIZA CAETANO — Ah, nos tornamos Hermanas! De completas desconhecidas – e confesso que levou um tempinho até nos “apegarmos” – a confidentes… Aliás, acho que o maior vinculo se deu nesse ano com a maior incidência de ensaios, agora nos falamos até quando não tem ensaio, e rimos falando de trivialidades e relacionamentos – coisas de irmã!

Lauanda Varone e Liza Caetano são duas irmãs atrizes rivais em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Abner Félix

Lauanda Varone e Liza Caetano: “Viramos hermanas na vida real”, contam as protagonistas de Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Abner Félix

MIGUEL ARCANJO PRADO — O que acha desse diálogo cênico entre Brasil e Argentina promovido pela peça?
LAUANDA VARONE — Esse diálogo abrange tudo que é colocando como contraponto de outra coisa: teórico e prático, dramático e pós-dramático, vermelho e azul, ator e artista, Brasil e Argentina. Sem dúvida é uma peça feita sob o ponto de vista de um hermano, que ao mesmo tempo sente-se um estrangeiro, mas aqui está construindo parte de sua trajetória. É uma cultura diferente da nossa e que procura conviver, cheia de tensões, claro. E, por esse motivo também, pelo olhar do Juan, muitas referências vem “em espanhol”, com um sangue latino que pulsa em outra batida, e que pra mim como atriz foi muito importante entender e experimentar no corpo. Acho que se não fosse esse diálogo, as cores da peça seriam menos vibrantes. É essa relação que lava de vermelho a peça.
LIZA CAETANO — Como já conversado entre nós anteriormente, vemos muitos grupos “dizendo” explorar a cultura latina, mas na verdade ele só estereotipam personagens e costumes que são mais acessíveis a quem não tem um conhecimento mais aprofundado da realidade a se apresentar. Somos todos latino-americanos, e porventura, tivemos a oportunidade de ter um diretor argentino que norteou a melhor forma de retratar a essência latina, através de uma abordagem objetiva e detalhada. 

A atriz Lauanda Varone vive Angustias em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui - Foto: Abner Félix

A atriz Lauanda Varone vive Angustias em Hermanas Son las Tetas, de Juan Manuel Tellategui – Foto: Abner Félix

MIGUEL ARCANJO PRADO — Qual a principal mensagem da peça em sua opinião?
LAUANDA VARONE —
Que tem espaço pra todo mundo! Que, quando nos colocamos como artistas, estamos gerando significação o tempo todo, e que desde que isso seja legítimo para mim, não tem que ser rotulado como bom ou ruim, como isso ou aquilo. Cada um pode beber nas vertentes que quiser, porque depois que damos vida àquilo que fabulamos, no sentido de criar fábula mesmo, de criar outra realidade, isso pode mover outra pessoa e transformar-se em referência. E ok! Que na vida a gente esbarra o tempo todo em dilemas, e que tem que ter muita coragem para dar a cara a tapa e bancar o que realmente somos. Saber o que realmente somos. Acho que a peça permite várias leituras, mas de dentro do processo isso é o que fica mais forte para mim.
LIZA CAETANO — Essa, sem dúvida alguma, não é só mais uma peça de teatro… É a busca de ações realistas da vida cotidiana, com uma espécie de “zoom” em nossas inquietações políticas e estéticas reforçadas pela mídia. Acredito que nosso trabalho em cena procura ultrapassar as relações estabelecidas e impostas pela sociedade, permitindo que o público reflita sobre suas escolhas a partir de um outro ponto de vista. Afinal, todos fazemos jus àquela velha frase do Veríssimo, de que “Ninguém é o que parece ou o que aparece. O essencial não há quem enxergue. Todo mundo é só a ponta do seu iceberg”.

Só a ponta de um iceberg: Lauanda Varone, Juan Manuel Tellategui e Liza Caetano, integração Brasil e Argentina em Hermanas Son las Tetas - Foto: Miguel Arcanjo Prado

Todo mundo é só a ponta do seu iceberg: Lauanda Varone, Juan Manuel Tellategui e Liza Caetano, integração entre Brasil e Argentina marca peça Hermanas Son las Tetas – Foto: Miguel Arcanjo Prado

Hermanas Son las Tetas
Gênero: Teatro pós-dramático/Comédia dramática
Temporada: 2/10/2015 até 25/10/2015
Quando: Sexta e sábado, 21h30; domingo, 18h.
Duração: 50 minutos
Onde: SP Escola de Teatro (praça Franklin Roosevelt, 210, Consolação, metrô República, São Paulo, SP)
Capacidade: 45 lugares
Telefone: 0/xx/11 3775-8600
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação etária: 12 anos

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