Contra violência, Satyrianas tem teatro, Carnaval e batalha de MCs

Phedra D. Córdoba (à dir.) cai no samba em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas: Vai-Vai fará desfile neste sábado (21), às 19h - Foto: André Stéfano

Phedra D. Córdoba (à esq.) cai no samba em plena praça Roosevelt, nas Satyrianas: Vai-Vai fará desfile neste sábado (21), às 19h – Foto: André Stéfano

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O teatro paulistano está em polvorosa. Afinal, começa às 18h desta quinta (18) e vai até meia-noite de domingo (22) a 16ª edição da Satyrianas. No feriadão da Consciência Negra, o festival dura 78 horas e movimenta a praça Roosevelt, reduto teatral da metrópole, e seus arredores.

O tema é Caldeirão de Culturas e tem por objetivo promover a conscientização de que é possível tribos diferentes conviverem num mesmo espaço, com respeito mútuo. A organização, sob comando de Gustavo Ferreira, informa que a escolha do tema “vem na esteira de alguns acontecimentos violentos na praça Roosevelt”.

O evento foi criado por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez, fundadores do Satyros.

Na maioria absoluta dos espetáculos é o público que escolhe quanto quer pagar. Só não vale ser muquirana com os artistas. Afinal, eles tanto batalham para encher a cidade cinza de poesia. Nem que seja só durante mais uma apresentação.

Entre os destaques está o desfile da tradicional escola de samba Vai-Vai, campeã do último Carnaval, marcado para 19h do sábado (21). Prometem cantar não só o enredo campeão, sobre Elis Regina, como também apresentar o enredo de 2016, sobre a França.

AutoPeças de volta: Su Norissada, Renata Zettler, Marcio Tito Pellegrini e Tuany Mancini já participaram com A Tragédia Pop dentro de um carro vermelho - Foto: Bob Sousa

AutoPeças de volta: Su Norissada, Renata Zettler, Marcio Tito Pellegrini e Tuany Mancini já participaram com A Tragédia Pop dentro de um carro vermelho – Foto: Bob Sousa

O Grupo Sensus também promete intimidade com sessões individuais performativas. Até a Igreja da Consolação estará integrada ao evento, com uma apresentação do Coral da Cidade.

Debates também serão promovidos, com nomes como o dramaturgo Mário Vianna e o escritor Marcelino Freire. Um deles discutirá o negro e o imigrante no teatro, com presença de artistas imigrantes e negros na cena paulistana com mediação do jornalista Miguel Arcanjo Prado.

Os skatistas também são incorporados ao evento, que ainda terá Batalha de MCs. O SatyriCine continua exibindo filmes da cena independente durante o evento. Outro charme, as AutoPeças acontecem dentro de carros estacionados na praça ou em movimento pelo centro.

No DramaMix, dramaturgos apresentam suas novas obras, entre eles estão Viviane Roesil e Lauro César Muniz. Para matar a fome do público, haverá uma Feirinha Gastronômia com 12 barracas, oferecendo quitutes como acarajé e baião de dois, além de sanduíches especiais.

É só rumar para a Roosevelt e aproveitar.

O homem das Satyrianas: Gustavo Ferreira tem a missão de coordenar o evento - Foto: Eduardo Enomoto

O homem das Satyrianas: Gustavo Ferreira tem a missão de coordenar o evento – Foto: Eduardo Enomoto

 

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