Opinião: Negro na MITsp – “Migalhas das elites brancas”, diz Salloma Salomão

Saloma Sallomão, doutor em História Social e professor de História da África - Foto: Divulgação

Saloma Sallomão, doutor em História Social e professor de História da África e culturas afrobrasileiras: “Migalhas pessoais que sobram da mesa das elites culturais brancas” – Foto: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

O músico e historiador Salloma Jovino Salomão, doutor em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professor de Históra da África e culturas afrobrasileiras, resolveu se manifestar, de maneira sucinta, sobre a polêmica em torno da presença do negro na 3ª MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), que termina neste domingo (13).

Antes, o dramaturgo, ator e diretor Jé Oliveira, do Coletivo Negro, se posicionou sobre o tema em artigo publicado neste site. Ao que logo foi rebatido, em outro artigo publicado neste site, por Eugênio Lima, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos e diretor da performance Em Legítima Defesa, que reuniu artistas negros nos corredores dos teatros que participaram da mostra, integrando a programação do festival (leia reportagem especial no UOL).

Sobre tudo isso, Salloma Salomão deu a seguinte opinião, publicada em sua página no Facebook:

“Sobre a Mit.Sp. Tem saltado à cena exclusivos tradutores de negritude para plateia da elite de consumidores brancos. Em nome da conveniência e convivência, discursivamente modulam de apologias da mestiçagem taticamente freyreana, para a romantização da luta negra nos EUA. Não sem a complexidade estética eurocentrada, alimentam a subalternidade coletiva em nome das migalhas pessoais que sobram da mesa das elites culturais brancas.”

Veja também:

“Ser negro é ato político e revolucionário”

O silêncio dos haitianos em Cidade Vodu

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