Baianos de Camaçari conquistam Festival de Curitiba com sátira política e Lampião

Isa Santos, Anelise Batista e Tony de Souza em cena da peça A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno, do Bando de Teatro Resistência -Foto: Humberto Araujo/Clix

Isa Santos, Anelise Batista e Tony de Souza em cena da peça A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno, do Bando de Teatro Resistência, de Camaçari, Bahia, no 25º Festival de Teatro de Curitiba -Foto: Humberto Araujo/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial a Curitiba*
Fotos HUMBERTO ARAUJO/Clix

Um dos nomes mais lendários da cultura do sertão nordestino no século 20 ganhou o palco do 22º Festival de Teatro de Curitiba com a peça A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno, com o Bando de Teatro Resistência, de Camaçari, na Bahia.

As apresentações ocorreram no Termina de Ônibus Pinheirinho, nas Ruínas de São Francisco e na praça Santos Andrade, sempre atraindo o público com um teatro vivo e irreverente baseado na obra de José Pacheco.

Tony Souza, diretor do espetáculo e também ator, conta que a “obra é uma adaptação do cordel popular com elementos da cultura baiana”. “Fizemos uma sátira à vida política que está vivendo o Brasil. O cordel é muito novo, muito recente. Na nossa convicção, o céu é um Carnaval”.

Bando de Teatro Resistência, de Camaçari, faz a festa no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Humberto Araujo/Clix

Bando de Teatro Resistência, de Camaçari, faz a festa no Terminal Pinheirinho durante o 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Humberto Araujo/Clix

A atriz Anelisa Batista conta que esta é a quarta participação do grupo no maior festival de teatro do Brasil. “A gente opta por trazer peça de rua, para ter uma relação mais próxima com o público. O calor humano de Curitiba é muito gostoso, se a gente não vier aqui todo ano a gente fica louco. A gente gosta de vir ao Festival de Curitiba, ele agrega muito para a gente”.

Ela ainda comenta o sucesso da obra junto ao público. “Nunca conseguimos terminar um espetáculo sem uma foto, um abraço, um muito obrigado”, revela. Anelisa também conta que a equipe precisou ser reduzida, por conta da crise econômica. E que participar do evento “foi um ato de resistência”.

No que a atriz Isa Santos concorda: “O nome do grupo vem disso, de resistir, de fazer teatro. Bora ser resistente, vamos resistir à essa crise, às intrigas, às brigas. Temos tudo a ver com o Festival de Curitiba, estamos resistindo e há quatro anos aqui”, comemora.

Bando de Teatro Resistência anima o Terminal Pinheirinho no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Humberto Araujo/Clix

Bando de Teatro Resistência anima o Terminal Pinheirinho no 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Humberto Araujo/Clix

A atriz Anelise Batista em cena de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Humberto Araujo/Clix

A atriz Anelise Batista em cena de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Humberto Araujo/Clix

A atriz Isa Santos em cena de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Humberto Araujo/Clix

A atriz Isa Santos em cena de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Humberto Araujo/Clix

O ator e diretor Tony de Souza faz uma selfie com um espectador de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Humberto Araujo/Clix

O ator e diretor Tony de Souza faz uma selfie com um espectador de A Chegada de Lampião no Céu e no Inferno no 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Humberto Araujo/Clix

 

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Festival de Curitiba.

Leia a cobertura completa do Festival de Teatro de Curitiba

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