“Político tem de ter sensibilidade para o teatro”, diz Jaime Lerner, padrinho do Festival de Curitiba

Jaime Lerner, entre Leandro Knopfholz e Thiago Lacerda, no 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Jaime Lerner, entre Leandro Knopfholz e Thiago Lacerda, no 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Annelize Tozetto/Clix

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial a Curitiba*
Fotos ANNELIZE TOZETTO/Clix

O arquiteto e urbanista Jaime Lerner, 78 anos, um dos mais respeitados do mundo em sua área, é uma espécie de padrinho do Festival de Teatro de Curitiba.

Afinal, quando o evento nasceu, em 1992, ele era o prefeito de Curitiba pelo terceiro mandato e deu todo apoio necessário ao que então era uma ideia de um grupo de jovens capitaneados por Leandro Knopfholz, então com 18 anos.

“Ele fez a Ópera de Arame, que já existia um projeto, mas ele resolveu antecipar para inaugurar o espaço com o Festival de Curitiba”, lembra Knopfholz, durante um café da manhã com o padrinho e artistas como Giulia Gam, de quem Lerner é fã.

Mais tarde, já como governador do Paraná, Lerner continou cuidadoso com o Festival, que logo se tornou o principal das artes cênicas no Brasil, posição que ocupa até hoje.

Nesta 25ª edição, vista por 180 mil pessoas, a Ópera de Arame voltou a ser um dos principais espaços que receberam o evento, com peças como Urinal, o Musical e Portátil, com os humoristas do Porta dos Fundos.

Jaime Lerner, durante café da manhã no Solar no Palco, no Solar do Rosário, durante o 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Jaime Lerner, durante café da manhã no Solar no Palco, no Solar do Rosário, durante o 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Annelize Tozetto/Clix

“Foi o Lerner também que criou a Fundação Cultural de Curitiba, que foi um órgão municipal pioneiro na área cultural no País, fora a lei de preservação do patrimônio arquitetônico e o sistema de transporte público com as estações-tubo, premiado e copiado no mundo inteiro, também criações dele”, diz Knopfholz.

Diante dos elogios, Lerner fica encabulado. Prefere dizer que é um admirador da cultura e da arte. “A cultura influencia a arte e a arte modifica a cultura”, define.

Acompanhado de Leandro Knopfholz, Jaime Lerner confere a programação do 25º Festival de Teatro de Curitiba: ele é padrinho do evento - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Acompanhado de Leandro Knopfholz, Jaime Lerner confere a programação do 25º Festival de Teatro de Curitiba: ele é padrinho do evento – Foto: Annelize Tozetto/Clix

Sobre ser o padrinho do Festival de Teatro de Curitiba, é modesto. “Eu só acreditei, o filho é deles, do Leandro e dos meninos. O Festival de Curitiba é hoje um grande acontecimento nacional, e isso me deixa muito feliz. Quantas pessoas já não passaram por ele? E quando eu penso que tudo começou com um grupo de adolescentes de suspensórios…”

Sobre a ausência de muitos políticos na cena teatral, Lerner tem opinião certeira: “O político tem que ser um homem comum. Quando ele se julga diferente, já não é mais gente. Tem de ter sensibilidade para gostar de coisas fundamentais, como o teatro”.

Jaime Lerner com a atriz Giulia Gam durante o 25º Festival de Teatro de Curitiba - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Jaime Lerner com a atriz Giulia Gam durante o 25º Festival de Teatro de Curitiba – Foto: Annelize Tozetto/Clix

 

*O jornalista MIGUEL ARCANJO PRADO viajou a convite do Festival de Curitiba.

Leia a cobertura completa do Festival de Teatro de Curitiba

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