Artista da Selvática, Gabriel Machado faz residência na Europa

 

Gabriel Machado em cena: artista curitibano da Selvática viaja para Madri - Foto: Miro Spinelli/Divulgação

Gabriel Machado em cena: artista curitibano da Selvática viaja para Madri – Foto: Miro Spinelli/Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Depois ser um dos produtores da Curitiba Mostra, sucesso do último Festival de Teatro de Curitiba, Gabriel Machado já está fazendo as malas rumo à Europa, mais precisamente Madri, na Espanha.

O produtor e multiartista paranaense voa para lá nesta sexta (15). Em terras espanholas, vai começar o projeto Mil Besos – Em Busca de uma Estética do Exagero, que criou recentemente.

Ele foi contemplado com o Fundo de Ajuda às Artes Cênicas Ibero-americanas – Iberescena para realizar seu projeto no Espacio Labruc e outros lugares alternativos madrilenhos.

Gabriel Machado é integrante e um dos fundadores da Casa Selvática, espaço artístico e de pesquisa que movimenta a cena paranaense e brasileira em Curitiba.

Entre os temas que ele pesquisa estão as diversas sexualidades possíveis, e as transformações corporais no mundo real e virtual.

“Tenho vontade de um lugar menos higienizado para a obra de arte, e talvez por isso eu tenha encontrado na drag queen, um lugar para o desmedido, para que ultrapasse os limites, uma exacerbação dos gêneros, um feminino/masculino travesti e travestido”, declara.

Gabriel Machado: residência na Europa - Foto: Annelize Tozetto/Clix

Gabriel Machado: residência na Europa – Foto: Annelize Tozetto/Clix

Em 2013, ele fez o solo Coágulo, que se desmembrou neste novo projeto.

Esta não é a primeira viagem artística e internacional do rapaz. Em 2014, junto da Selvática, foi ao Uruguai para a estreia do espetáculo La Lucha, uma criação conjunta com os artistas curitibanos Gustavo Bitencourt,Leonarda Glück e a uruguaia Lucía Naser. A obra abordou a travestilidade e a prática de transformistas e dragqueens.

“Mil Besos dá continuidade à pesquisa que desenvolvemos em La Lucha, na busca de um espaço de embate e criação através da inserção da dança contemporânea em espaços não convencionais de fruição”, define.

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