Curtas A Bolsa e O Homem Que Virou Armário se destacam na 11ª CineOP em Ouro Preto

Cenas dos curtas A Bolsa (esq.), com Gilda Nomacce, e O Homem Que Virou Armário (dir.): destaques na CineOP - Fotos: Divulgação

Gilda Nomacce em A Bolsa (esq.), e Andréia Pires em O Homem Que Virou Armário (dir.): destaque na CineOP – Fotos: Divulgação

Por MIGUEL ARCANJO PRADO
Enviado especial a Ouro Preto (MG)*

Entre os 92 filmes exibidos gratuitamente na 11ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, realizada entre 22 e 27 de junho, 68 eram curta-metragens. Além dos longas, vários curtas chamaram a atenção do público ouro-pretano e ganharam fortes aplausos, caso do paulista A Bolsa e do cearense O Homem Que Virou Armário, ambos exibidos na sessão Curtas na Praça, no Cine BNDES na Praça Tiradentes, com entrada gratuita.

Laerte Késsimos e Marcela Cardoso, ator e diretora do filme A Bolsa, na 11ª CineOP, em Ouro Preto - Foto: Jackson Romanelli/Universo Producao

Laerte Késsimos e Marcela Cardoso, ator e diretora do filme A Bolsa, na 11ª CineOP, em Ouro Preto – Foto: Jackson Romanelli/Universo Producao

Com direção de Deborah Perrota, Jason Tadeu e Marcela Cardoso, da New Skull Cinema, o curta A Bolsa foi o mais aplaudido na sessão ao ar livre Curtas na Praça, no domingo (26). O filme traz a atriz Gilda Nomacce em atuação visceral, com é de seu feitio. Sua personagem, Maria Eduarda, compra uma misteriosa bolsa que muda sua vida e vai testar os limites de sua ganância.

Se Gilda e roteiro bem amarrado já garantem boa parte do filme, o curta ainda conta com participação precisa da atriz Lulu Pavarin, como uma mendiga atrevida. Também surgem em cena o ator Laerte Késsimos, como um homem já sem esperança, e Tiago Leal, na pele do marido da protagonista. Com um ar debochado, misterioso e tragicômico ao mesmo tempo, A Bolsa ainda tem uma sofisticada proposta de figurino, além de fotografia pensada, mas sem ser careta, como pede um curta.

Marcelo Ikeda no set de O Homem Que Virou Armário - Foto: Divulgação

Corretíssimo: o diretor Marcelo Ikeda, no set do curta O Homem Que Virou Armário – Foto: Divulgação

Com roteiro e direção de Marcelo Ikeda, que é crítico e professor de cinema, O Homem Que Virou Armário mostra o cotidiano de uma repartição pública, na qual uma funcionária tem uma paixão platônica pelo colega, enquanto ambos carimbam e arquivam papéis.

O filme tem bela fotografia de Petrus Cariri, na qual se destacam os rostos marcantes dos dois atores protagonistas, os atores Rômulo Braga e Andréia Pires, escolhas mais do que acertadas. Corretíssimo, o curta é um primor técnico e faz uma crítica à mediocridade vigente nas repartições, onde a vida definha em meio à burocracia.

*O jornalista Miguel Arcanjo Prado viajou a convite da CineOP.

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