Por trás do pano – Rapidinhas teatrais

Zé Celso em sua festa de 80 anos no Oficina – Foto: Jennifer Glass/Fotos do Ofício

Por MIGUEL ARCANJO PRADO

Viva o Zé
Os 350 lugares do Teat(r)o Oficina, no Bixiga, em São Paulo, estavam ocupados na sessão especial de Bacantes que celebrou os 80 anos de Zé Celso. Lotou.

Deixa eu entrar?
A porta do Oficina ficou abarrotada de gente e não houve ingresso para todo mundo que estava eufórico por parabenizar Zé Celso pelos seus 80 anos. Um monte de gente ficou pra fora. Que dó.

Respeitável público
Chico César, Leona Cavalli e Eduardo Suplicy estavam na plateia de Bacantes, na edição especial de aniversário de Zé Celso, nesta quinta (28), no Teat(r)o Oficina. Suplicy até discursou no meio da peça.

Eduardo Suplicy no aniversário de Zé Celso – Foto: Jennifer Glass/Fotos do Ofício

Doria
Eduardo Suplicy contou para Zé Celso, e para toda a plateia, é claro, que havia se encontrando no mesmo dia com o prefeito João Doria. Suplicy contou que pediu para que Doria desse atenção especial ao terreno no entorno do Oficina, que pertence ainda a Silvio Santos.

Promessa
Suplicy pediu que Prefeitura cumpra a promessa de conseguir outro terreno em algum lugar de São Paulo para dar em troca para Silvio Santos, preservando o teatro tombado e seu entorno da especulação imobiliária, como já foi acertado em 2016 com mediação do Ministério do Planejamento.

Elogio
Suplicy disse ainda que João Doria lhe jurou de pés juntos que quer receber Zé Celso na Prefeitura. E lhe fazer uma homenagem. Então, tá.

Título
Mesmo atualmente vereador em São Paulo, Suplicy foi chamado por Zé Celso de “senador”.

Varre, varre, vassourinha
Em Bacantes agora há um personagem chamado Vassourinha. Uma referência explícita ao prefeito João Doria. O público vai ao delírio.

Jennifer Glass, a atriz e fotógrafa poderosa do Oficina – Foto: Marcos Aspahan/Topgogo Sp

Lente poderosa
A fotógrafa e atriz Jennifer Glass, incansável, registrou para a história a noite. E foi clicada também por Marcos Aspahan.

Crítica
Zé Celso aproveitou a sessão de aniversário de Bacantes para externar seu descontentamento com o secretário de Cultura de São Paulo, André Sturm. Segundo Zé, ele errou ao fechar as escadarias do Theatro Municipal para o protesto dos artistas na semana passada contra o congelamento da verba da Cultura em São Paulo.

Os três aniversariantes de 30 de março: Danielle Rosa, Zé Celso e Renato Borghi – Foto: Jennifer Glass/Fotos do Ofício

Rei da Vela
Renato Borghi também celebrou os 80 anos junto de Zé Celso. Ele refez uma cena de O Rei da Vela, a história peça do Oficina de 1967 protagonizada por ele e que influenciou Caetano e Gil na criação do movimento tropicalista.

Ô, Rosa…
Danielle Rosa, a atriz e musa do Oficina, também fez aniversário ao lado de Zé Celso e Renato Borghi. Estava exuberante.

Virgínia Cavendish e Elisa Pinheiro em Não Vamos Pagar – Foto: Omar Salomão

Inflação
Virginia Cavendish encabeça o elenco da peça Não Vamos Pagar!, de Dario Fo, com direção de Inês Viana que estreia no Teatro Porto Seguro, em curta temporada de de 12 a 21 de maio. Escrita pelo ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1997 e sua mulher Franca Rame, a peça se desenrola a partir de uma reclamação contra a alta de preços num supermercado e desencadeia uma série de situações surpreendentes e inesperadas. Os ingressos já estão à venda bilheteria do teatro ou pela Ingresso Rápido. Anotou?

Amanda Acosta, show às terças de abril no Teatro Morumbi Shopping – Foto: Leekyung Kim

Fofura
Amanda Acosta, que estreou nesta terça (4) o show Alô, Alô, Theatro Musical Brazileiro, no Teatro Shopping Morumbi, sob direção conjunta com Kleber Montanheiro, revelou que ensaiou as músicas com o filho, Vicente, fruto de seu casamento com o ator e médico André Fusko.

Zumbi
No show, Amanda Acosta faz versão já memorável para uma das músicas do histórico musical Arena Conta Zumbi. De arrepiar.

Nívea Stelmann e Guilherme Boury estão em Dedo Podre – Foto: Divulgação

Em busca do par ideal
Estrela da Record, Nívea Stelmann traz para os palcos histórias engraçadas vividas por ela na comédia Dedo Podre. A montagem é leve e divertida, mas ao mesmo tempo, provoca a reflexão sobre a ausência de “sorte” ao encontrar o parceiro ideal. A peça entra em cartaz dia 19 d abril, no Teatro Porto Seguro. O ator Guilherme Boury também está no elenco. Que bom.

Maldade na Roosevelt
Silvio Eduardo, querido da coluna, pede para avisar: nesta sexta-feira, dia 07 de abril, às 23h59, Os Satyros reestrearão Os 120 Dias de Sodoma, clássico montado a partir da obra de Marquês de Sade. Público não faltará.

Entrada da Vila Maria Zélia em 1917, ano de sua inauguração – Foto: Divulgação

Vila Centenária
O Grupo XIX de Teatro faz uma apresentação especial de sua famosa peça Hygiene no dia 6 de maio, data em que se comemora os Cem Anos da Vila Maria Zélia, na zona leste paulistana. Ai, que emoção.

Homenagem
Após a sessão desta terça (4) da peça O Assalto, houve homenagem a seu autor, José Vicente, morto há dez anos, no Teatro da Cia. da Revista. A mesa, que celebrou os 50 anos da obra, foi composta por Haroldo Ferrari e Antônio Bivar, além dos atores Fabio Santarelli e Rodrigo Caetano e do diretor Gustavo Trestini. Mais que merecido.

Há Uma Gota De Sangue em Cada Poema tem sessões aos domingos na Casa de Mário de Andrade – Foto: Divulgação

Poesia em casa
Comemorando os 100 anos do livro de poemas 1917- Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema, do escritor Mario de Andrade, a Confraria de Elephantes estreou no último dia 2 uma adaptação da obra para os palcos, com dramaturgia e encenação de Janssen Balgobin. O espetáculo protagonizado pelos atores Marjorie Gerardi e Lucas Scalco acontece na Casa Mario de Andrade, local onde viveu o escritor, na Barra Funda, em São Paulo. As sessões são todos os domingos, às 20h, até 28 de maio, com entrada a R$ 40 a inteira. Vai, gente.

Juliana Moraes estreia Eu Elas no Sesc Belenzinho – Foto: Cris Lyra

Movimento
Eu Elas é o novo solo de dança de Juliana Moraes, que parte de gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente, especialmente a partir dos anos 1950, para desconstruir e questionar esses comportamentos. Movendo-se intensamente, porém mantendo-se sentada durante 30 minutos, a artista elabora uma dramaturgia alicerçada na acumulação de gestos em diferentes partes do corpo, criando apuradas combinações. Estreia dia 7, sexta agora, no Sesc Belenzinho. Estão todos convidados.

Flutuante faz temporada no Teatro Sérgio Cardoso – Fotos: Luciana Nunes e Gustavo Vargas

Me deixe em casa
Flutuante é a nova comédia dramática dirigida pelo uruguaio Mauro Baptista Vedia. A dramaturgia do cartunista Caco Galhardo fala sobre uma professora de alemão que, sem motivo aparente, não consegue mais sair de casa para trabalhar.  No elenco estão Martha Nowill, Rafael Losso e Paulo Tiefenthaler. Estreia também no dia 7, esta sexta, no Teatro Sérgio Cardoso.

Patrícia Vilela como Dona Cleide de Refluxo, em ilustração de João Pirolla

Peça de elevador
Com direção de Eric Lenate, espetáculo Refluxo estreia no dia 12 de abril, no Sesi da avenida Paulista, com texto de Angela Ribeiro desenvolvido durante a 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia do SESI – British Council. A coluna descobriu que o cenário da peça convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a trama, acompanhando tudo do ponto de vista do ascensorista. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes em cena. A entrada é gratuita. No elenco estão Mauricio de Barros, Laerte Késsimos, Lavinia Pannunzio e Patricia Vilela, querida da coluna.

Sem negros
Após polêmica na MITsp, a peça Branco estreia nesta sexta (7) no Centro Cultural São Paulo. A obra aborda o racismo pelo ponto de vista dos brancos racistas. É isso mesmo.

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